Argentina recebe o presidente brasileiro
A visita do presidente brasileiro à Argentina gerou protestos de vários grupos políticos e sociais no país sul.
“Buenos Aires repreende Temer, presidente golpista do Brasil”, gritavam os manifestantes reunidos na segunda-feira na praça de maio em Buenos Aires Plaza para denunciar a presença no seu país do presidente do Brasil, Michel Temer.
A mobilização foi realizada com a participação de determinadas entidades políticas, incluindo a Frente para a Vitória (FPV), o Movimento Evita, peronismo Militante e o Coletivo Passarinho, que anunciaram a sua intenção de continuar com protesto popular durante todo o dia.
Buenos Aires repreende Temer, presidente do Brasil”, gritavam os manifestantes reunidos na Praça de Maio para protestar a presença do dignitário brasileiro, Michel Temer no seu país.
De acordo com a FPV, Temer ocupou a presidência da gigante sul-americano depois de participar “na tentativa de golpe contra Dilma Rousseff , ex- presidente do Brasil em agosto foi afastado do cargo pelo Senado brasileiro”.
Temer se reúne nesta segunda-feira com o seu homólogo argentino, Mauricio Macri, cujo governo foi o primeiro a reconhecer o novo governo brasileiro. Esta é a primeira visita à Argentina do Temer após outra reunião com Macri, o último em Nova Iorque (EUA) durante a sua participação na 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
"O encontro entre Macri e Temer terá lugar na residência de Olivos e não na Casa Rosada (a sede do governo) para fugir de protestos de milhares de argentinos que rejeitam a visita do presidente brasileiro e alguns membros de seu gabinete", tem publicada a agência de notícias Prensa Latina.
De acordo com o Itamaraty, as partes vão discutir iniciativas de segurança e desenvolvimento da região fronteiriça e vai discutir o fortalecimento econômico e comercial do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), bem como sobre as relações externas do bloco sul-americano.
Terceiro maior parceiro comercial do Brasil, a Argentina tem o Brasil como seu principal parceiro tanto para importação como para exportação. No entanto, o intercâmbio comercial entre os dois países tem registrado queda. Se em 2011 o comércio bilateral foi próximo a US$ 40 bilhões, em 2015 ficou pouco acima de US$ 23 bilhões.
Segundo números do Palácio do Planalto, nos primeiros oito meses de 2016 o intercâmbio bilateral entre Brasil e Argentina superou os US$ 14 bilhões, mas a expectativa é de que, ao final do ano, esse número supere o registrado em 2015.
Temer também logo a seguir se reunirá com o presidente paraguaio, Horácio Cartes.