Parlamento aprova severo e prologado ajuste fiscal de Temer
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O Parlamento do Brasil dá grande golpe no setor público ao aprovar severo e prolongado ajuste fiscal que congela por 20 anos o investimento social do Governo.
(last modified 2018-10-17T12:49:42+00:00 )
Out. 26, 2016 12:48 UTC
  • Parlamento aprova severo e prologado ajuste fiscal de Temer

O Parlamento do Brasil dá grande golpe no setor público ao aprovar severo e prolongado ajuste fiscal que congela por 20 anos o investimento social do Governo.

A Proposta de Emenda Constitucional enviada pelo presidente interino, Michel Temer, que recebeu 359 votos a favor e 116 na contramão, é recusada por sindicatos, movimentos sociais e a oposição, agora minoritária no Congresso.
 
Enquanto desenvolvia-se a sessão sobre o projeto, que passará ao Senado brasileiro, estudantes trataram de adiar a votação na Câmara dos Deputados. Os estudantes condenam esta iniciativa e exigem o aumento de verbas na educação para resolver os graves problemas da rede pública de ensino.
 
O aplicativo deste projeto tem como objetivo limitar o aumento do investimento público em um lapso de 20 anos à taxa de inflação do ano precedente. 
 
Por sua vez, para os sindicalistas e organizações sociais esta resolução congelaria os investimentos do Estado em setores primordiais: Saude e educação.
Os legisladores da oposição fazem questão de que o novo regime fiscal destruiria as políticas sociais que favorecem às capas da população mais desfavorecidas do país.
 
Na véspera registraram-se manifestações contra a PEC 241, como se conhece o projeto, em todo o país, às que se somaram os estudantes que se mantêm ocupados mais de mil centros docentes em toda a nação contra esta proposta.
 
Milhares de manifestantes, consigna-as Fora Temer, leilão do petróleo e o roubo e STF (Supremo Tribunal Federal) anule o impeachment, repudiaram também as diferentes medidas de Temer e seu papel no processo de julgamento político contra a ex-presidente Dilma Rousseff.
 
O mandato de Temer, que cumpre aproximadamente  cinco meses em frente ao Governo depois da destituição da presidente Rousseff, tem estado marcado por críticas a suas medidas e polêmicas decisões como ter montado um Gabinete conservador do qual já têm caído três ministros e governar em meio à protestos contra suas políticas e contendo apenas só  14 % do apoio nas recentes pesquisas.