Brasil vai construir novas instalações prisionais
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O presidente do Brasil, Michel Temer, disse que seu país planeja construir 30 novas prisões este ano, na sequência de uma onda de motins nas prisões na sequencia de de suas superlotações.
(last modified 2018-08-22T11:01:46+00:00 )
Jan. 17, 2017 06:02 UTC
  • Brasil vai construir novas instalações prisionais

O presidente do Brasil, Michel Temer, disse que seu país planeja construir 30 novas prisões este ano, na sequência de uma onda de motins nas prisões na sequencia de de suas superlotações.

O presidente Michel Temer anunciou nesta segunda-feira que um pacote de medidas no valor de mais de um bilhão de reais (US $ 309 milhões) será lançado para combater a crise no sistema penitenciário do país, que detém mais de 620 mil condenados e tem mais de 50% de capacidade.

Temer disse que o governo federal iria construir cinco prisões de segurança máxima onde os prisioneiros mais violentos, muitas vezes chefes  de gangues de drogas, serão alojados.

Outras 25 prisões também serão construídas pelos governos estaduais em parceria com o governo federal para reduzir a superlotação.

"Queremos acelerar a construção dessas prisões porque levaria dois ou três anos usando métodos tradicionais", disse Temer.

"Usando edifícios pré-fabricados -que já foi feito no Estado de Espírito Santo- talvez possamos construir todas essas prisões em um ano", acrescentou.

As declarações do presidente vêm como figuras mostram pelo menos 140 prisioneiros morreram em prisões do Brasil em pouco mais de duas semanas. Muitos dos mortos tinham sido decapitados e mutilados ou queimados.

Temer também enfatizou que a construção de cadeias não resolveria a crise por si só, acrescentando que seu governo, no futuro, insistir na separação dos criminosos não-violentos dos mais perigosos para evitar o recrutamento no crime organizado.

A violência nas prisões brasileiras este ano foi motivada por uma disputa entre a gangue mais poderosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e seu principal rival, o Comando Vermelho.

Em outra tentativa de reduzir a superlotação nas prisões brasileiras, o presidente disse que seu governo trabalharia com as autoridades judiciais para acelerar as audiências dos detentos aguardando julgamento.

Temer observou que um censo planejado de prisioneiros identificaria também aqueles que já cumpriram seu mandato, mas ainda estão presos atrás das grades. Ele também prometeu reforçar a cooperação com os países vizinhos para acabar com as gangues financiadas pelo tráfico de drogas.

"Esta questão também vai ser discutida com os governadores estaduais para que possamos incentivar a luta contra o tráfico transfronteiriços de drogas, o contrabando de pessoas e materiais e armas", acrescentou Temer.

A última onda de violência irrompeu nesta segunda-feira no Centro Penitenciário de Alcacuz no Rio Grande do Norte, a mesma prisão que os membros do PCC abateram 26 outros presos em um levante anterior que tinha começado no sábado e foi sufocado no domingo.