PMDB proíbe filiados de assumir cargos no governo
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Medida tomada durante convenção nacional do partido será válida por 30 dias. Durante o período, líderes da principal legenda da base aliada vão decidir se rompem ou não com o governo de Dilma Rousseff.
(last modified 2018-08-22T11:00:22+00:00 )
Mar. 13, 2016 15:30 UTC
  • PMDB proíbe filiados de assumir cargos no governo

Medida tomada durante convenção nacional do partido será válida por 30 dias. Durante o período, líderes da principal legenda da base aliada vão decidir se rompem ou não com o governo de Dilma Rousseff.

O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) decidiu neste sábado (12/03) em convenção nacional do partido que nenhum filiado seu deve assumir cargos no governo federal nos próximos 30 dias. O Diretório Nacional da principal legenda da base aliada vai definir durante esse período se mantém o apoio ou rompe com o governo da presidente Dilma Rousseff.

Numa convenção agitada, os líderes do PMDB rejeitaram uma proposta de uma ala do partido, que inclui o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de renunciar imediatamente ao governo.

Sob gritos da militância, integrantes da cúpula, que já deixavam o evento, foram pressionados a colocar a medida em votação. O alvo é a negociação do próximo ministro da Aviação Civil. O cargo está vago desde a saída de Eliseu Padilha (PMDB-RS), em dezembro do ano passado. A expectativa era de que o deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG) assumisse a Secretaria de Aviação Civil nos próximos dias. A legenda ocupa atualmente seis ministérios.

Em discurso, o vice-presidente da República, Michel Temer, disse que "não é hora de dividir os brasileiros, de acirrar ânimos e levantar muros". "O PMDB sempre teve diversidades internas, mas [que] convergem em todas as ocasiões em que é preciso cuidar do país", afirmou.

A senadora Marta Suplicy, que deixou o PT em 2015 para se aliar ao PMDB, defendeu que o partido rompa com a gestão de Dilma o quanto antes. "O governo é corrupto. A presidente está isolada e não pode fazer nada. Deveríamos ir agora."

Durante a convenção, Temer foi reeleito à presidência do PMDB, com 537 votos a favor, 11 contrários, seis brancos e cinco abstenções.