Rousseff denuncia "processo golpista" contra ela
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A presidenta brasileira, Dilma Rousseff, voltou na quarta-feira a qualificar as tentativas por deslocamento de um "processo golpista" em seu contra realizado pela oposição brasil.
(last modified 2018-08-22T11:00:26+00:00 )
Mar. 31, 2016 04:24 UTC
  • Rousseff denuncia

A presidenta brasileira, Dilma Rousseff, voltou na quarta-feira a qualificar as tentativas por deslocamento de um "processo golpista" em seu contra realizado pela oposição brasil.

Rousseff assegurou que o julgamento político em seu contra, que têm apresentado o Congresso e a direita para vincular ao caso de corrupção da estatal Petrobras, carece de uma base legal e assim defendeu sua legitimidade para seguir no cargo.

Nesta linha fez saber que ser branco desse processo de golpes que seus opositores procuram gerar em Brasil, se define totalmente em contraposição aos pontos que têm marcado a "trajetória democrática" do país sul-americano.

"Se fazem isso contra mim, que não farão contra o povo…Os que querem interromper um cargo eleito legitimamente serão responsáveis por atrasar o crescimento econômico?", advertiu em um ato público.

Nesta linha acusou aos impulsores do julgamento político de obstaculizar o processo do crescimento econômico e a geração de empregos no Brasil, e afirmou que a conjuntura política que vive seu país na atualidade está vinculada à recessão econômica.

Estes fatos produziram-se após que a mandatária brasileira perdesse seu principal partido aliado, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que se declarou na terça-feira “independente” da aliança política com Rousseff, o que cerca mais a presidenta brasileira à destituição.

Pese à partida do PMDB, Rousseff reuniu na mesma quarta-feira a movimentos sociais sem a presença do vice-presidente, Michel Temer –desse partido–, para demonstrar que poderá preencher o vazio que já existe em seu Governo.

Em um ato similar, a dignataria denunciou na sexta-feira o processo de destituição que empreende o Congresso contra ela , avaliando outra vez como um golpe contra a democracia.

No 17 de março, a Câmera de Deputados aprovou, com 433 votos a favor e 1 na contramão, a criação de uma comissão especial para analisar uma petição de destituição de Rousseff por suposta manipulação das contas públicas.