Semana será decisiva para o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff
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Comissão especial votará relatório na sexta-feira.
(last modified 2018-08-22T11:00:34+00:00 )
Abr. 30, 2016 19:19 UTC
  • Semana será decisiva para o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff

Comissão especial votará relatório na sexta-feira.

Com um placar de votos praticamente definido no Senado, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff avançará mais uma etapa decisiva no calendário de tramitação. Depois de uma semana de debates e depoimentos acalorados da acusação e da defesa no processo, a comissão especial se prepara para votar a admissibilidade ou não do pedido de afastamento da petista da presidência da República, na próxima sexta-feira.

Já com posição definida a favor do impeachment da presidente, o único catarinense titular na comissão, o senador Dário Berger (PMDB), disse que o grupo deve ter “elementos suficientes” para votar o relatório. “Eu, particularmente, estou analisando o processo na sua essência, preocupado com a abrangência da denúncia, e estou atento a todas as indagações dos meus pares senadores e as respostas e colocações das partes envolvidas”, afirmou. Integrando a comissão como suplente, o senador Paulo Bauer (PSDB) acredita na decisão pelo afastamento de Dilma e diz que país sentirá “alívio”. “O Brasil está parado porque a economia não anda, assustado por causa da corrupção. O país está sem definição de prioridade porque não tem governo”, analisou.

Na quarta-feira, o relator do processo na comissão, Antonio Anastasia (PSDB-MG) anunciará o parecer. No dia seguinte, a defesa terá novamente espaço para manifestação. Independentemente do resultado da votação na comissão, sexta-feira, o processo segue para decisão final em plenário no dia 11 de maio.

De acordo com o placar do jornal “Folha de S.Paulo”, que ouviu a opinião dos 81 senadores, já são 51 votos a favor do afastamento da presidente e 21 contrários. Nove não declararam ou estão indecisos.

Para aprovação, é necessário o apoio por maioria simples. Se a Casa decidir pela aceitação do processo em plenário, a presidente Dilma será afastada por 180 dias do cargo e o vice-presidente Michel Temer assumirá o comando do país neste período.