PT pede parar o golpe parlamentar no Brasil
A posição do PT foi expressa através de uma resolução do diretório nacional.
O partido diz que não vai reconhecer o governo ilegítimo de Temer e vai fazer oposição total. Além disso, advertiu que continua lutando até o fim nas ruas e em instituições para derrotá-lo.
O Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil considera necessário, possível e urgente parar o golpe parlamentar que ocorreu no Brasil, após o presidente brasileiro foi separado do cargo e será substituído pelo vice-presidente Michel Temer.
A organização política emitiu uma resolução afirmando que "o objetivo imediato do PT e organizações populares deverá ser continuar as manifestações até a absolvição da presidente Dilma Rousseff, afastado do cargo pelo Senado a ser submetido a um julgamento político por crime (de responsabilidade) que não cometeu.
"Dilma deve voltar às funções para as quais o povo a escolheu; que é o único resultado do julgamento capaz de redirecionar o país à ordem constitucional e democrática”, diz o texto. O movimento político espera que "a presidente dê conhecer, o mais rapidamente possível, um compromisso público sobre o rumo do seu governo derrotado por golpistas, no que defende uma ampla reforma política e esboce as medidas capazes de retomar o crescimento econômico, e criação de emprego". “Assim mesmo, manifestaram que não reconheceram o governo ilegítimo de Temer, contra a qual terá um total de oposição e lutar até o fim nas ruas e instituições para derrotá-lo”.
“não há oposição moderada ou conciliação possível com governo que é o resultado de um golpe, indicou o texto que alertou que "sem renunciar a sua identidade partidária e suas bandeiras, o PT atuará de conjunto com a Frente Popular do Brasil (FBP), a Frente Popular sem medo e outras organizações dispostas a formar uma articulação unitária para defender a democracia".” Mais do que instrumento de mobilização, a FBP pode desenvolver-se como um espaço estratégico para todas as forças progressistas, a partir de um programa comum e regras de pluralistas de participação que abram o caminho para a sua consolidação", agregou a missiva. Indicaram, ainda que o avanço do movimento golpista apenas possa ser compreendido corretamente se os erros cometidos pelo PT e os seus governos, entre os quais menciona o fato de privilegiar um pacto pluralista e não a construção de uma força política, social e cultural transformadora.