Nações Unidas: Brasil não está preparado para lidar com desastres ambientais
https://parstoday.ir/pt/news/brazil-i5953-nações_unidas_brasil_não_está_preparado_para_lidar_com_desastres_ambientais
Informe produzido pela ONU revela que o Brasil não está preparado para lidar com desastres ambientais; segundo avaliação, 3,2 milhões de pessoas foram afetadas
(last modified 2018-08-22T11:00:46+00:00 )
Jun. 15, 2016 09:52 UTC
  •   Nações Unidas: Brasil não está preparado para lidar  com desastres ambientais

Informe produzido pela ONU revela que o Brasil não está preparado para lidar com desastres ambientais; segundo avaliação, 3,2 milhões de pessoas foram afetadas

GENEBRA – A resposta das autoridades brasileiras e da Samarco não foi suficiente para lidar com o desastre do rompimento da barragem de Mariana, em 2015, e o governo federal tem uma capacidade "limitada" para garantir a segurança nas demais barragens do País. 

ONU volta a criticar Brasil por desastre ambiental em Mariana Justiça Federal vai julgar crimes ambientais em Mariana Essa é a conclusão de um informe produzido pelo Grupo de Trabalho da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Direitos Humanos e Empresas Multinacionais e que visitou o Brasil em dezembro do ano passado para avaliar o impacto do desastre e a resposta do governo e de empresas.

O documento será apresentado aos países no Conselho de Direitos Humanos da ONU, ainda neste mês.  Lama da barragem da Samarco contaminou o Rio Doce  O informe revela que o Brasil não está preparado para lidar com tais incidentes e que projetos no Senado vão no sentido contrário ao que seria desejável, reduzindo o número de controles para licitações de obras de infraestrutura. O grupo de trabalho visitou o Estado de Minas Gerais depois do desastre do dia 5 de novembro de 2015 e se reuniu com autoridades, empresários, sociedade civil e grupos de vítimas. Segundo a avaliação, 3,2 milhões de pessoas tiveram suas vidas afetadas.

"O barro viajou mais de 600 quilômetros ao oceano, matando peixes, fauna e flora e causando uma crise ambiental e social importante que afetou o acesso à água para a população, inclusive para a comunidade indígena de Krenak e milhares de pescadores", constatou a ONU.  "Dada a dimensão do desastre, o Grupo de Trabalho considera que o governo federal e estadual poderiam ter feito mais depois do ocorrido", indicou a ONU. "Ainda que o gabinete da presidente (Dilma Rousseff) tenha informado o Grupo de Trabalho sobre os esforços que têm feito, membros de comunidades afetadas indicaram a necessidade das autoridades federais e estaduais de dar mais informação sobre o processo de reacentamento e compensações", constatou o documento da ONU.  A entidade lembra que "ainda que a Samarco seja responsável por reparar o dano causado, o governo federal continua sendo o principal responsável por respeitas os direitos humanos das comunidades afetadas". Em março deste ano, a Samarco e as autoridades brasileiras chegaram a um acordo sobre as compensações. Mas a ONU alerta para a importância de se realizar uma "avaliação completa do nível de danos" e que seja garantida uma "compensação adequada para cada pessoa afetada, com base em uma consulta completa com cada um afetado". O grupo de trabalho ainda fez questão de apontar que "nenhum acordo financeiro pode trazer de volta aqueles que perderam suas vidas ou compensar completamente pelo sofrimento gerado".