Brasil: Polícia brasileira indicia ex-presidente em processo da Lava Jato
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A Policia Federal brasileira indiciou hoje o ex-Presidente Lula da Silva, a sua mulher e outras três pessoas por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro num caso da operação Lava Jato, que investiga crimes cometidos na Petrobras.
(last modified 2018-08-22T11:01:04+00:00 )
Ago. 26, 2016 14:47 UTC
  • Brasil: Polícia brasileira indicia ex-presidente em processo da Lava Jato

A Policia Federal brasileira indiciou hoje o ex-Presidente Lula da Silva, a sua mulher e outras três pessoas por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro num caso da operação Lava Jato, que investiga crimes cometidos na Petrobras.

Todos os acusados são suspeitos de crime na aquisição e reforma de um apartamento de luxo na cidade do Guarujá, litoral do Estado de São Paulo.

Trata-se do primeiro indiciamento formal do ex-Presidente brasileiro.

De acordo com documentos divulgados pela Polícia Federal, Lula da Silva e a mulher, Mariza Leticia, teriam recebido vantagens ilícitas da empreiteira OAS, que reformou o apartamento de luxo gastando cerca de 2,4 milhões de reais (660 mil euros).

Para a polícia, as reformas teriam sido feitas em troca de favores em licitações de projetos da empresa petrolífera estatal Petrobras.

Agora cabe ao Ministério Público Federal decidir se encaminhará uma denúncia para o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da operação Lava Jato.

O ex-Presidente brasileiro já disse inúmeras vezes que o apartamento no Guarujá não lhe pertence. Segundo Lula da Silva, ele e a mulher firmaram um contrato de prioridade de compra do imóvel, que depois não foi concretizado.

Em julho, Marisa Letícia entrou com uma ação contra a OAS e a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), pedindo a devolução dos valores pagos pela preferência de compra do apartamento.

Pediu, designadamente, o ressarcimento de 300 mil reais (82,2 mil euros) que haviam sido investidos no imóvel.

Os outros indiciados neste caso são José Adelmario Pinheiro Filho, ex-presidente da OAS, o arquiteto Paulo Gordilho, e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.