Arábia Saudita deve ser julgado no TPI como criminoso de guerra
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Um político iraniano argumentou que os agressores ao Iémen devem ser julgados no Tribunal Penal Internacional (TPI) como "criminosos de guerra".
(last modified 2018-08-22T11:01:17+00:00 )
Out. 12, 2016 09:36 UTC
  • Arábia Saudita deve ser julgado no TPI como criminoso de guerra

Um político iraniano argumentou que os agressores ao Iémen devem ser julgados no Tribunal Penal Internacional (TPI) como "criminosos de guerra".

"Os autores da agressão contra o Iêmen devem ser julgados como criminosos de guerra no Tribunal de Justiça (Criminal) Internacional", disse terça-feira Hussein Amir Abdolahian, Diretor-Geral para Assuntos Internacionais da Assembleia Consultiva Islâmica do Irã (Parlamento), numa conversa no canal 1 da televisão nacional.

 Ao referir a ataque mortal lançada por um caça da Arábia Saudita contra um funeral em Sanaa (a capital do Iêmen), o político iraniano afirmou que julgar os agressores iria ser um prova crucial aos países internacionais comunicados e islâmicos e pediu aos que alegam ser pioneiros em direitos humanos para dar um passo prático contra os agressores sauditas. 

Sobre os ataques das forças iemenitas contra o território saudita, Abdolahian salientou que esta é apenas uma "resposta" a recente "crime de guerra" cometido por Riad em Sana'a, que, em sua opinião, transmite certas mensagens: que a resistência iemenita não é sem defesa contra esta agressão e pode responder sempre que quiser, atacando com misseis de alta precisão as bases sauditas situados em quilômetros dentro da península. 

Aludindo a um ataque de míssil lançado na segunda-feira contra o destroier norte-americano, o USS Mason (DDG-87) do Iêmen, Abdolahian disse que Ansarollah, como afirmou este movimento popular iemenita não está por trás do incidente e disse que Riad com tais acusações, buscando desviar a atenção do seu recente "crime de guerra" e manter aberta a possibilidade de repeti-lo. 

Este massacre provocou muitas reações entre as autoridades iranianas. No domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Mohammad Javad Zarif, escreveu uma carta para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, na qual ele expressou "repudio e desgosto" profundo sobre o bombardeamento mortal da Arábia.  

18 meses de bombardeios da Arábia Saudita ao país vizinho além de deixar centenas de mortos, provocaram uma terrível situação humanitária. Teerã exortou as Nações Unidas a facilitar o procedimento de envio de ajuda urgente a este país árabe.