O Irã defende suas posições sobre a Síria em reunião de Lausanne
A República Islâmica do Irã irá defender a sua posição sobre a Síria na reunião em Lausanne da Suíça, afirmou o porta voz do ministério do Exterior iraniano.
Bahram Qasemi, disse no sábado que Teerã insiste em acabar com os apoios militares que se oferecem aos terroristas das diferentes partes do mundo.
“O Irã se importa muito em restabelecer a trégua na Síria, enviar ajudas humanitárias ao território sírio e criar uma reconciliação entre o povo e os grupos de oposição, sem interferência externa", diz o porta-voz.
Qasemi acrescentou que um cessar-fogo duradouro na Síria exige um consenso sério tanto a nível regional como internacional.
Se puder enviar ajudas humanitárias à Síria, assegurou-o, estaríamos mais próximo de soluções adequadas para restaurar a paz neste país.
Referindo-se à reunião em Lausanne, expressou suas dúvidas de que a conferência der frutos, devido às exigências de certos países na Síria e sua perspectiva sobre as relações aos assuntos de território sírio.
Em sua opinião, o governo norte-americano precisa "naturalmente" mostrar-se "mais sério e ativo" quanto aos assuntos da Síria, já que está no final do seu trabalho e preparar-se para realizar eleições presidenciais.
"Considerando a complexidade das questões na Síria e as últimas conquistas do Exército Sírio (em zonas de conflito) parece que os norte-americanos não consigam dar passos sérios nem de forma individual ou multilateral", diz o diplomata iraniano.
No entanto, assegurou que a reunião em Lausanne tem características especiais, uma vez que nenhum país europeu estava presente na conferência, e apenas o governo dos EUA.
Os ministros das Relações Exteriores da Rússia, EUA, Irã, Iraque, Arábia Saudita, Turquia, Catar, Egito, Jordânia e o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, Staffan de Mistura, reuniram no sábado à tarde na Suíça para resolver a crise síria, mas não desperta grandes expectativas diplomáticas, segundo os próprios participantes.
Sob a declaração da chancelaria russa, o objetivo desta reunião é estudar "medidas adicionais" para resolver o conflito sírio, depois de que Washington interrompeu negociações diretas com Moscovo sobre o conflito na Síria.