Irã nega intervenção direta na operação de Mosul (norte do Iraque)
O Irã rejeita as alegações sobre uma intervenção direta na operação de libertação da cidade iraquiana de Mosul (norte) das mãos de Daesh.
"O Exército iraquiano é o único poder a dirigir operação em Mosul e nenhum outro país tem o direito de participar", afirmou na quarta-feira o diretor do Centro de Estudos Estratégicos do Conselho de Discernimento da República Islâmica do Irã, Ali Akbar Velayati, a repórteres.
Neste sentido, criticou tentativas de alguns países regionais e extra-regional a intervir na operação de Mosul , a segunda cidade e o principal reduto do grupo terrorista de Daesh.
"Há alguns países que implantaram as suas forças neste país sem a aprovação do governo iraquiano. A medida é contrária ao direito internacional", disse o assessor de Assuntos Internacionais do líder iraniano.
Além disso, Velayati considerada "imprecisa", afirma o jornal americano Huffington Post, que alegou que o Irã tinha participado na operação com tanques T-72, misseis de Shahab, Fajr e outras armas.
"Teerã não fez qualquer interferência nos assuntos internos do Iraque e só fornece aconselhamento militar, a pedido do governo iraquiano", afirmou o diplomata.
Na segunda-feira, o premiê iraquiano, Haidar al-Abadi, anunciou o início da operação para recuperar das mãos de Daesh a cidade de Mosul, um anti-operação terrorista no qual 65 mil soldados das seis divisões do exército iraquiano estão envolvidos.
Poucas horas depois de anuncio da operação, cerca de 4000 combatentes curdos (Peshmerga) começaram uma ofensiva paralelo contra os terroristas.
Enquanto isso, no mesmo dia, o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan tinha afirmado que seu país poderia não permanecer na margem da ofensiva iraquiana e em resposta o Al-Abadi, chamou a atenção do chefe do Estado turco para não repetir os erros fatais de Saddam Hussein, o ex-ditador iraquiano.
As forças iraquianas continuam alegadamente a avançar e recuperar o controle de várias áreas do sul de Mosul que estavam nas mãos de terroristas.