Apoio estrangeiro gerou a crise humanitária na síria
Irã denuncia o apoio de certos países aos terroristas na Síria e chama-lhe um fator essencial que ajuda a piorar a crise humanitária neste país árabe.
"O apoio fornecido por certos grupos terroristas estrangeiros que tenham entrado na Síria devido à falta de controlo suficiente sobre as fronteiras deste país, é a principal raiz da situação caótica e crise humanitária neste país", disse o representante permanente do Irã nas Nações Unidas, Qolamali Khoshru, em uma reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) dedicada à crise síria.
Ele também denunciou o agravamento da crise humanitária na cidade de Aleppo (norte da Síria) e outras regiões da Síria nos últimos anos e considerou essencial adoção de práticas para acabar com a dor e o sofrimento de civis.
Para acabar com esta situação e facilitar a entrega de ajuda humanitária de emergência, Khoshru sugeriu o estabelecimento de um cessar-fogo imediato, a saída de grupos armados nas áreas povoadas e impedir a destruição de infra-estrutura e a matança da população síria.
Em sua opinião, o apoio de Damasco, nas circunstâncias atuais e o anúncio de um cessar-fogo humanitário em Aleppo, uma decisão conjunta por parte da Rússia e da Síria, "é totalmente lógico.”.
"A presença contínua de terroristas e combatentes estrangeiros no leste de Aleppo, pioraram a situação na região e aumentaram a possibilidade de novos confrontos nestas áreas", disse ele.
Por ultimo, Khoshru pediu à ONU que seja realista sobre a crise síria, concentrando-se nas necessidades atuais da população síria no leste de Aleppo e pedir uma cooperação mais construtiva de outros países para facilitar a resolução do conflito sírio.