Irã denuncia interferência politica de Riad nos assuntos iraquianos
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Ali Akbar Velayati, o assessor na Internacional do líder supremo da Revolução Islâmica do Irã alertou pela interferência da Arábia Saudita nos assuntos do Iraque, que são derivados de grande medo do fracasso iminente dos terroristas em Mosul.
(last modified 2018-08-22T11:01:21+00:00 )
Out. 24, 2016 09:33 UTC
  • Irã denuncia interferência politica de Riad nos assuntos iraquianos

Ali Akbar Velayati, o assessor na Internacional do líder supremo da Revolução Islâmica do Irã alertou pela interferência da Arábia Saudita nos assuntos do Iraque, que são derivados de grande medo do fracasso iminente dos terroristas em Mosul.

Ele diz que os assuntos do Iraque e, em particular, os acontecimentos vividos na cidade de Mosul, são assuntos cem por cento do Iraque e “Não tem nada a ver com a Arábia Saudita".

"Com suas críticas e pelo protesto do governo iraquiano, os sauditas são de fato indiretamente provando sua interferência ilegítima nos assuntos internos do Iraque. Alegações de Arábia Saudita é devido ao fracasso iminente dos (grupos) takfiris que estão operando em solo iraquiano, sob o comando de Riad”, assinalou o político iraniano.

Entrevistado domingo pelo canal de notícias iraniana em árabe Al-Alam, o Velayati apontou: “o que aconteceu em Mosul, onde o exército iraquiano tem travado uma batalha de grande escala contra o grupo terrorista de Daesh, é muito semelhante à situação vivida na cidade Aleppo no norte da Síria”.

“Em Aleppo”, assim como dos Estados Unidos, Arábia Saudita e outros aliados tinham visto uma vitória iminente do Exército sírio e seus amigos sobre os a terroristas, lançaram uma propaganda midiática e levaram a questão ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), disse ele.

Nos últimos meses, o Iraque denunciou várias vezes à interferência de Riad em seus assuntos internos, especialmente em relação à operação para a libertação de Mosul.

A monarquia saudita pediu para a exclusão de forças populares iraquianos na libertação desta cidade estratégica, considerada o último bastião do Daesh no Iraque. O Iraque rejeita energicamente as declarações do ministro das Relações Exterior saudita que pediu a exclusão das forças populares iraquianos na libertação de Mosul.  

A Riad argumenta que as forças populares no Iraque, conhecido como Al-hashad Al-Chabi, promovem o sectarismo. Isto é, enquanto essas forças, com uma longa história na luta contra o terrorismo, são compostas por xiitas e sunitas, assim como os cristãos. Bagdá, por sua vez, denunciou a interferência de Riad e enfatiza que Al-hashad Al-Chabi é oficialmente parte das Forças Armadas do país.

No sábado, o primeiro-ministro iraquiano Haidar al-Abadi, informou que vários governos árabes do Golfo Persico estavam apoiando e encorajando o grupo terrorista Daesh, e pediu o fim às invasões da Arábia Saudita e da Turquia em seus assuntos internos.