Irã, pronto para participar em missões de paz da ONU
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A República Islâmica do Irã está preparada para participar nas missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).
(last modified 2018-08-22T15:31:21+00:00 )
Out. 26, 2016 16:21 UTC
  • Irã, pronto para participar em missões de paz da ONU

A República Islâmica do Irã está preparada para participar nas missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).

O representante permanente do Irã diante do órgão internacional, Qolamali Khoshru, declarou na terça-feira na reunião do comitê da 4º  Assembléia Geral das Nações Unidas (AGNU), a disposição do país em despregar forças militares,  policiais e brindar ajudas logísticas nas operações de paz.
 
Enfatizou em que qualquer mecanismo que adotar a ONU em suas missões de paz para frear os desafios deve coincidir com as metas e normas estabelecidas na Carta da organização .
Manter a imparcialidade, respeitar a soberania nacional e a independência política de todos os países, não interferir em seus assuntos internos, não recorrer ao uso da força e a necessidade de ter a permissão das partes em conflito, formam os temas em que consiste a República Islâmica do Irã, indicou o diplomata.
Ademais, recordou que o dever de proteger aos civis constitui a responsabilidade principal do país anfitrião e as missões de paz só têm que apoiar os esforços nacionais que se realizam para materializar este objetivo.
Não é admissível qualquer tipo de  Interferências militar por parte da ONU ou as forças estrangeiras em pretexto de proteger os civis, destacou o diplomata persa, cujo país tem pedido em reiteradas ocasiões o ente internacional facilitar o envio de ajudas humanitárias às regiões em conflitos .
Em outra parte de suas declarações referiu-se aos casos de maltrato das forças de paz das organização nos países de destino, entre eles a exploração e os abusos sexuais dos capacetes azuis, e chamou a prevenir como uma das prioridades da ONU em suas missões.
Segundo um relatório publicado no mês de março  passado pela ONU, em 2015 registraram-se 69 casos de abusos sexuais que teriam sido cometidos por capacetes azuis provenientes de 21 países.
 
Em resposta a este incremento, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) adotou a primeira resolução que aborda os  problemáticos  abusos sexuais cometidos pelos 'capacetes azuis' contra a população dos países aos quais são destinados em missão humanitária.