Irã acusou os que usam o terrorismo como ferramenta na Síria
O chanceler iraniano assegura que a solução da crise na Síria passa por uma via política, o respeito a sua soberania e a luta integral e unificada contra o terrorismo.
“Sempre havíamos acreditado e continuamos achando que a crise síria pode ser alcançada unicamente por via política. Além de ser necessários uma resistência e um combate sério contra o terrorismo, o extremismo e os grupos takfiris , para amenizar a crise precisa ter um diálogo entre a nação e os grupos sírios (opositores)”, sublinhando hoje sexta-feira Mohamad Javad Zarif.
Falando em uma roda de imprensa ao final de uma reunião em Moscou (capital russa) com seus homólogos da Síria e Rússia (Walid a o-Moalem e Serguei Lavrov, respectivamente), Zarif constatou a coincidência dos três na necessidade de “respeitar a integridade territorial, a soberania nacional, a independência política do Governo sírio e o direito à autodeterminação da nação”.
Por sua vez, o Irã sempre tem defendido a ”trégua integral na Síria, já que achamos que não existe uma solução militar”, tem agregado Zarif, que pediu imparcialidade na distribuição de ajuda humanitária nas regiões afetadas pelos conflitos na Síria, e tem advertido contra todo uso de civis como escudos humanos contra os terroristas.
Zarif lamentou ademas que os Estados que afirmam ser pioneiros na luta contra o terrorismo, não tenham até agora “demonstrado uma vontade séria” de acabar com essa marca. “O importante para todos é aceitar a realidade de que o terrorismo não beneficia a ninguém”, aconselhou o chanceler.
Ainda que os patrocinadores do terrorismo possam ser beneficiado do terrorismo por “um curto prazo e em certas equações políticas pouco perspicazes”, tem advertido Zarif, no final serão afetados pelos mesmos terroristas que nutriram durante anos.