Líder iraniano: Ceder perante os EUA não soluciona os problemas
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O líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, considerou como um ‘erro’ confiar ou ceder aos EUA para solucionar os problemas.
(last modified 2018-08-22T11:01:24+00:00 )
Nov. 02, 2016 15:25 UTC
  • Líder iraniano: Ceder perante os EUA não soluciona os problemas

O líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, considerou como um ‘erro’ confiar ou ceder aos EUA para solucionar os problemas.

“Isto que dizem de que chegar a um compromisso com os EUA, isto solucionaria nossos problemas é uma ideia errônea”, alertou nesta quarta-feira o Líder iraniano no encontro como milhares de alunos e estudantes universitários em Teerã, na véspera do “Dia de Estudante”, que se celebra amanhã em toda a parte do país.

O aiatolá Khamenei descreveu como muito “perigoso” a ideia de que a reconciliação com os EUA resolveria todos os problemas do país. Pelo contrário, acrescentou ele, os problemas que o país enfrenta se supera com o esforço e aproveitamento das capacidades e potencialidades dos jovens iranianos.

Neste sentido, recordou que o país continua alvo de conspirações dos EUA desde o início da Revolução Islâmica do Irã, (fevereiro de 1979); já tem concedido o refúgio ao Xá deposto Irã, Mohamad Reza Pahlavi, e com o apoio ao ditador iraquiano Saddam Hussein inflamaram uma guerra de 8 anos contra o Irã (1980-1988) e este comportamento ainda tem mantido contra o Irã.

Em particular, o aiatolá Khamenei criticou a atitude de Washington depois da assinatura do Plano Integral de Ação Conjunta sobre o programa nuclear do Irã, recordando que tinha avisado desde o inicio das negociações entre o Irã e o Grupo 5+1 (os EUA, o Reino Unido, a Rússia, a China e a França, mais a Alemanha) sobre o comportamento norte-americano.

Depois de referir aos numerosos casos que os EUA cumpriram os compromissos, o Líder voltou a criticar a ideia de confiar em Washington com o argumento de que ceder ante os EUA não solucionaria os problemas, e tem recordado a postura negativa nesse sentido do fundador da República Islâmica do Irã, o Imam Khomeini (que descanse em paz), baseada em uma logica sólida e não no fanatismo.

Assim mesmo, o aiatolá Khameni advertiu ainda que os Estados Unidos sempre mantinha sua inimizade contra o povo iraniano e têm como objetivo principal impedir o progresso da República Islâmica; repito que é um engano confiar em um país afundado em uma crise econômica, política, moral e internacionalmente, sendo incapaz de resolver seus próprios problemas.

Quanto ao Dia do Estudante —que se celebra a cada ano no Irã para comemorar a ocupação da Embaixada dos EUA em Teerã, conhecida como “o Ninho de Espiões”, pelos estudantes revolucionários em 4 de novembro de 1979—, o Líder iraniano qualificou a mobilização daqueles estudantes com a “Segunda Revolução”.

Para o aiatolá Seyed Ali Khamenei, o ato dos revolucionários naquele dia neutralizou as conspirações dos Estados Unidos contra Irã e os documentos obtidos na Embaixada são provas claras e inegáveis da “profundidade de conspirações e inimizade” dos EUA.

“A ocupação do “Ninho de Espiões” em 4 de novembro de 1979 foi uma reação natural às conspirações e hostilidades de uma potência mundial com exigências excessivas que achava ser o dono do Irã e saqueava as riquezas da nação iraniana, mas depois da Revolução Islâmica tinha perdido o acesso a este país”, concluiu.