"O Ocidente precisa do Irã para acabar com crises globais"
O ministro iraniano das Relações Exteriores destacou a necessidade que têm as potências mundiais das capacidades do Irã para resolver problemas a nível mundial.
"Os dias de mundo unipolar ou bipolar foram passados, e é por essa razão que as potências como o EUA e a Rússia são incapazes de resolver os problemas internacionais sozinhos e precisam da participação e cooperação de países como o Irã, “disse Mohammad Javad Zarif na quinta-feira”.
Em declarações dadas na quinta-feira, o ministro iraniano destacou o papel crucial da República Islâmica no Médio Oriente e em todo o mundo graças à sua excelente localização estratégica e geopolítica.
"Dadas às circunstâncias atuais do mundo, o Irã possui uma localização privilegiada (...) Tornou-se o jogador mais dinâmico e eficiente na região, cujo objetivo é promover a estabilidade, amizade e solidariedade em todo o Médio Oriente" acrescentou.
A República Islâmica continuou o chanceler, é e continuará a ser uma grande potência regional, defensora da paz e a segurança de todos e cada um dos seus vizinhos e despreza qualquer tipo de ameaça no Médio Oriente. O Irã não é apenas um país meramente situado no Médio Oriente, durante anos, o país mostrou que "faz parte do Médio Oriente" como um objetivo primordial para muitos interesses em jogo, especialmente porque o petróleo está em causa.
Pelo o critério do chefe da diplomacia iraniana, que elogiou o grande papel do eixo de resistência contra intrigas dos inimigos, a grande parte do papel estratégico do Irã responde a seu grande poder de dissuasão e alta capacidade militar e da defesa.
No entanto, Zarif lamentou a estreita aliança entre a Arábia Saudita, o regime de Israel e dos EUA a fim de satisfazer os seus próprios interesses, mesmo com o custo da vida e sangue de outros povos.
"Enquanto a Arábia Saudita deve a sua existência, legitimidade e segurança ao governo dos EUA, a República Islâmica do Irã age de forma independente e usa suas próprias habilidades para atender aos seus interesses", ressaltou o chanceler iraniano.