'Vírus Stuxnet ajudou o Irã a melhorar a sua defesa cibernética'
Os ataques cibernéticos de 2010 dos EUA e o regime israelense contra o programa nuclear iraniano funcionaram pelo contrario a favor da República Islâmica.
O chefe da Organização de Energia Atómica do Irã (OEAI), Ali Akbar Salehi, em uma entrevista publicada no sábado, assegurou que graças ao ataque de um malware chamado Stuxnet contra as instalações nucleares do Irã em 2010, o seu país conseguiu melhorar a sua preparação contra esses atos de sabotagem.
“O Irã pode encher uma sala inteira de uma exposição com atos de sabotagem industrial que o Ocidente tem planejado contra o Irã, coisas como este mesmo vírus “Stuxnet”, ressalta”.
A autoridade nuclear iraniano afirmou que como medida preventiva, Irã revisou desde então todos os sistemas e máquinas.
"Nós não utilizamos imediatamente qualquer máquina que compramos. Fazemos todos os tipos de testes e não usar antes que haja uma segurança completa", disse o Salehi.
Reconhece que antes do Stuxnet não as revisavam com cuidado e que o ataque deu lugar a uma nova ciência no Irã.
“Aprendemos muito simplesmente a prova diferentes equipamentos que revisamos para frear a sabotagem industrial”. “Devemos agradecê-los, por suposto", disse ele em tom de brincadeira, referindo-se aos Estados Unidos e o regime israelense.
Em junho de 2010, o vírus Stuxnet contaminou equipamentos industriais de todo o mundo, mas tinha como alvo as instalações industriais no Irã, especialmente a usina nuclear de Bushehr, no sul do Irã.
Segundo um documentário feito pelo diretor norte-americano Alex Gibney, o projeto foi lançado principalmente por EUA e depois que as forças israelenses se juntaram para desenvolver o vírus que era uma pequena parte de um projeto muito maior de inteligências dos EUA e o regime de Tel Aviv para atacar as infraestruturas nuclear, militar e não militares do Irã.
Do ponto de vista de várias empresas de segurança cibernética, o vírus Stuxnet é o mais sofisticado do mundo até o momento.