Forças Armadas do Irã: Ameaças Trump parecem “piadas”
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O Chefe do Estado Maior das Forças Armadas iranianas, o major-general Mohamad Hussein Bagheri, rejeitou as ameaças do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, contra o Irã chamando-as como "piadas".
(last modified 2018-08-22T11:01:26+00:00 )
Nov. 10, 2016 16:21 UTC
  • Forças Armadas do Irã: Ameaças Trump parecem “piadas”

O Chefe do Estado Maior das Forças Armadas iranianas, o major-general Mohamad Hussein Bagheri, rejeitou as ameaças do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, contra o Irã chamando-as como "piadas".

"As ameaças à República Islâmica do Irã no Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico parecem uma piada. Temos um grande poder, tanto marítimo como terrestre ou aeroespacial”, disse quinta-feira o chefe do Estado Maior das Forças Armadas iranianas, o major-general Mohamad Hussein Bagheri. 

Em resposta às ameaças do novo presidente contra o Irã, o titular iraniano recordou a episodio da prisão dos Marinheiros norte-americanos que entraram em águas iranianas e advertiu que podiam ocorrer situações semelhantes ainda piores. 

Ele sublinhou a este respeito a "rápido” progresso da capacidade de defesa do seu país no desenvolvimento de mísseis e descreveu como "invencível" a capacidade, velocidade e precisão dos mísseis iranianos. 

"Uma eventual guerra contra o Irã se prolongaria indefinidamente até que o inimigo, humilhado, reconheça o seu fracasso", salientou general Bagheri, em seguida, destacou que a firmeza do apoio do Irã a Eixo da Resistência.  

A República Islâmica do Irã tem continuado e continuará defendendo a soberania e os interesses de seus países vizinhos e dos países da região contra o terrorismo. 

Como exemplo, o alto comando militar disse que a instalação da indústria de mísseis na região de Aleppo (norte da Síria), que desempenhou um papel crucial na Guerra dos 33 dias, com o ataque de Israel ao Líbano em 2006. 

A capacidade de mísseis iranianos é de tal importância que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) reconheceu que o Irã tem um “inventário substancial de mísseis capazes de atingir alvos em toda a região, incluindo bases militares dos Estados Unidos e do Israel.”. 

A República Islâmica assegurou repetidas vezes que a sua capacidade de defesa não constitui qualquer ameaça para a região, mas visa a preservar a sua soberania e integridade territorial.