Rússia poderá reiniciar negociações com Irã sobre uso da base de Hamadã
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A possibilidade de a Rússia retomar as conversações com o Irã sobre a base de Hamadã não está descartada, declarou à mídia Viktor Ozerov, chefe do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação da Rússia (câmara alta do parlamento russo).
(last modified 2018-08-22T11:01:28+00:00 )
Nov. 16, 2016 15:11 UTC
  • Rússia poderá reiniciar negociações com Irã sobre uso da base de Hamadã

A possibilidade de a Rússia retomar as conversações com o Irã sobre a base de Hamadã não está descartada, declarou à mídia Viktor Ozerov, chefe do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação da Rússia (câmara alta do parlamento russo).

"Após a ratificação do acordo sobre Hmeymim, não há necessidade de utilizar a base aérea iraniana, porém não descartamos que, tomando em conta o nível da nossa cooperação, voltemos a dialogar com o Irã sobre o assunto", informou Ozerov Moscou e Teerã planejam voltar a colocar aviões russos em Hamadã Segundo ele, a Rússia e o Irã estão negociando fornecimentos de armas no valor de dez bilhões de dólares.

Ozerov destacou que todos os sistemas de defesa antiaérea S-300 fornecidos pela Rússia ao Irã entrarão ao serviço operacional antes do final do ano.

Ainda em 16 de agosto, o Ministério da Defesa russo comunicou que seus bombardeiros estratégicos Tu-22M3 e táticos Su-34 decolaram do aeródromo iraniano de Hamadã com destino às províncias de Aleppo, Deir ez-Zor e Idlib na Síria para atacar alvos terroristas.Posteriormente, o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, major-general Igor Konashenkov, anunciou que o uso da base de Hamadã pela Rússia vai depender de acordos mútuos sobre combate ao terrorismo e da situação na Síria.

Cabe mencionar que em 2007 a Rússia e o Irã celebraram um contrato de 900 milhões de dólares para a venda de pelo menos cinco baterias de mísseis S-300.Contudo, o contrato foi suspenso pela Rússia devido à resolução do Conselho de Segurança da ONU de 9 de junho de 2010 que proibia a entrega de armamentos modernos a Teerã, incluindo mísseis e sistemas de mísseis. Em abril do ano passado, o presidente russo Vladimir Putin cancelou a proibição, entrando o contrato em vigor em novembro de 2015.