Arabia Saudita é responsável pela passividade de Organização da Cooperação Islâmica
Abdolahian Amir Hussein, Diretor Geral para Assuntos Internacionais da Assembleia Consultiva Islâmica do Irã (Majles), criticou a Arábia Saudita para tomada de reféns da OIC visando enfrentar alguns dos países membros da organização.
"Infelizmente, a Arábia Saudita está usando esse organismo (Organização de Cooperação Islâmica) como uma ferramenta. Riad tem feito como refém esta instituição para fazer frente alguns dos Estados-Membros”, disse Amir Hussein Abdolahian.
Ele lamentou neste sábado que a OIC perdeu suas prioridades sob as pressões e interferências da Arábia Saudita. "Este corpo, ao invés de cooperar com os países muçulmanos e ajudar a resolver a complicada crise política e de segurança na região está gerando crises sob a pressão da Arábia", disse ele.
OIC recordou Amir Abdolahian, que foi fundada em 1969 com o objetivo de lutar ao neocolonialismo e defender a emancipação da Palestina, entre outros objetivos, ignorou o destino de Al-Quds (Jerusalém), onde está localizado o primeiro Quibla (direção da oração) do mundo islâmico.
Ele denunciou que a organização internacional, anteriormente chamado a Organização da Conferência Islâmica, que reúne os Estados da confissão muçulmana não adota medidas na prática para combater o regime israelense e defender o povo inocente palestino.
Ele culpou a monarquia saudita pela inépcia do organismo para ajudar a resolver conflitos em países muçulmanos e disse que a OIC vai sofrer um revés se não conseguir terminar a sua abordagem unilateral e não construtiva.
Desde que começou o terceiro levante palestino, em outubro 2015, em resposta a ataques e violência por parte de soldados e colonos israelenses, bem como os seus ataques e profanações na Mesquita Al-Aqsa em Al-Quds, mais de 260 palestinos foram mortos por forças israelenses em a Cisjordânia, Al-Quds e da Faixa de Gaza.