Irã reafirma "pleno apoio" ao Iraque, na luta contra o terrorismo
O primeiro vice-presidente iraniano Eshaq Jahangiri, reafirmou a "total apoio" do Irã ao governo e da nação iraquiana no combate em larga escala contra o terrorismo.
Eshaq Jahangiri fez estas declarações na chegada em domingo à cidade sagrada de Najaf, no sul do Iraque, onde participou de rituais religiosos de Arbaín, que marca o fim de 40 dias de luto após o aniversário do martírio de Imã Hussein (que a paz esteja com ele).
O dignitário iraniano e delegação do governo que o acompanha nesta visita de um dia, juntaram-se a milhões de muçulmanos que viajam a distância entre cidades sagradas iraquianas de Najaf e Karbala (onde situa o santuário de Imã Hussein) no dia Arbaín. .
Jahangiri manifestou "total disponibilidade da República Islâmica do Iraque a fornecer todas as assistências necessárias para melhor realização dos rituais religiosos de Arbaín", que também foi comemorado neste domingo no Irã e outros países islâmicos. Ele agradeceu as autoridades iraquianas para hospedagem de milhões de peregrinos, muitos deles iranianos, que estão marchando para Karbala, enquanto assegurou que guiar o difícil combate ao terrorismo no território iraquiano e simultaneamente, coordenar o Arbaín demonstra a autoridade do governo Bagdá.
Desde 17 de outubro, as forças voluntárias do exército iraquiano da Al-hashad al-Chabi (Mobilização Popular) e as forças Peshmerga curdos estão envolvidas em uma ofensiva em larga escala para libertar Mosul, a segunda maior cidade Iraque e o último bastião de terroristas de Daesh no território árabe.
No sábado, Jahanguiri elogiou as grandes realizações das forças iraquianas na luta contra o terrorismo durante uma conversa por telefone com o premiê iraquiano, Haidar al-Abadi. Ele disse que o fato de organizar uma das maiores concentrações no mundo em um dia, ou seja, o Arbaín, enquanto o exército iraquiano está envolvido em uma grande batalha contra os terroristas, "indica a força do governo do país árabe." Al-Abadi, por sua vez, destacou que a batalha em Mosul continuará até a libertação total da cidade, e disse que o governo tem feito esforços consideráveis para garantir a segurança dos peregrinos durante os ritos de Arbaín.