líder Supremo da Revolução culpa 'certos poderes' pelo surgimento de Daesh
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O Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, assegurou que a Coalizão anti-Daesh, liderada pelos EUA nunca conseguiu e nem pretende eliminar o Daesh.
(last modified 2018-08-22T11:01:30+00:00 )
Nov. 22, 2016 15:15 UTC
  • líder Supremo da Revolução culpa 'certos poderes' pelo surgimento de Daesh

O Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, assegurou que a Coalizão anti-Daesh, liderada pelos EUA nunca conseguiu e nem pretende eliminar o Daesh.

Em uma reunião nesta terça-feira em Teerã (Irã) com o presidente da Eslovênia, Borut Pahor, o líder iraniano tem chamado de uma infrutífera e "mal sucedida" a coligação anti-Daesh e no seu critério, apresentou duas razões para esta alegação.

"Com base em um ponto de vista, os norte-americanos não têm planos de desarraigar o Daesh (...), frente a qual atuam de tal modo a que este problema continua permanecer sem se resolver no Iraque ou na Síria", argumentou.

E de acordo com o segundo ponto de vista, acrescentou ele, "os norte-americanos (sim) estão interessados na solução do caso de Daesh, mas a atual conjuntura não os permite alcançar este objetivo", e o resultado em ambos os cenários é o mesmo, o que hoje no Iraque e na Síria vivem uma situação “muito amarga e difícil”.

O líder iraniano responsabilizou também "certos poderes" pelo surgimento de grupos extremistas na Ásia Ocidental, considerando que o "conflito violento" que atualmente afligem a região são resultados de "intervenções e imposições" desses poderes.

"É obrigação de todos os países apagarem as chamas do conflito, e a República Islâmica (do Irã), apesar da propaganda dos principais meios de comunicações, que exercem um papel eficaz a este respeito, nunca interferiu nos assuntos internos de outros países”, sublinhou.

Aiatolá Khamenei considerou também a crise dos  refugiados na Europa como uma das consequências da desestabilização dos países da Ásia Ocidental.

“Enquanto os países europeus falharam para dar asilo a dezenas de refugiados, o Irã está abrigando durante anos, cerca de três milhões de afegãos e tem proporcionado boas condições para a sua educação e vida”, lembrou.

“Também tem sido referida a guerra iniciada pela Arábia Saudita contra o Iêmen desde março 2015, em seguida, afirmam que “os governos independentes se enfrentam” a este conflito, que constitui um dos acontecimentos amargo” de hoje na região.

A sua eminencia, em seguida, congratulou pelo que Irã e Eslovénia desfrutem de excelentes capacidades para fortalecer a cooperação e as relações bilaterais.

Por sua vez, o presidente esloveno considerou o Irã como um país "digno de respeito" e um "pilar de estabilidade e segurança" na região, e tem defendido o programa de inaugurar uma missão diplomática no Irã.

O presidente esloveno, chefiando uma delegação de alto nível económico, chegou à segunda-feira a Teerã visando aprimorar os laços bilaterais através de negociações intergovernamentais e multilaterais com a presença de agentes dos sectores público e privado de ambos os países.