Irã rejeita e considera "absurdas" as acusação do Israel, sobre terrorismo
O Irã respondeu a uma carta israelense às Nações Unidas, que acusa a República Islâmica de violar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e de patrocinar o terrorismo.
Em uma carta ao conselho, na terça-feira, o enviado israelense da ONU, Danny Danon, fez uma série de acusações contra o Irã, inclusive o contrabando de armas para o Hezbollah no Líbano através de vôos comerciais.
"A carta, uma vez mais, contém uma enxurrada de acusações infundadas e sem fundamentos, que foram feitas contra meu país , como de costume, sem o mínimo de evidências", disse o embaixador do Irã na ONU, Gholam-Hossein Dehqani.
Dehqani disse que as "acusações israelense sobre violação do Irã, nas resoluções do Conselho de Segurança" é igualmente infundada , desta vez, divertida , já que equivale a um nivelamento inovador de acusações contra um Estado-Membro da ONU ".
"Pelo menos, um regime que descaradamente descartou todas as resoluções da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre as terras que ocupa criminalmente não está em posição de abordar uma tal reivindicação contra outras nações", disse ele.
"Além disso, é absurdo e hipocrisia para um representante de um regime que tem ocupado as terras de outros povos durante tantas décadas que negou todo direito básico do povo palestino, inclusive a se dar o direito de autodeterminação, em acusar meu país, de violar o direito internacional ".
Dehqani, em resposta à acusação de Israel de que o Irã tenha patrocinado o terrorismo, disse que tudo isso é um terrível absurdo partindo de Israel e nomeando-o de hipócrita".
Dehqani afirmou que as acusações são "uma típica tentativa israelense de atear fogo em suas políticas criminosas e atos contra os palestinos inocentes, inclusive dando continuidade em manter uma comunidade de dois milhões de pessoas sob o cerco,durante 10 anos" na Faixa de Gaza.
O diplomata iraniano mencionou o "bombardeio israelense em áreas residenciais, destruindo escolas e hospitais, demolindo casas, confiscando moradias, violando a santidade dos santuários religiosos".