Irã rejeita e considera "absurdas" as acusação do Israel, sobre terrorismo
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O Irã respondeu a uma carta israelense às Nações Unidas, que acusa a República Islâmica de violar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e de patrocinar o terrorismo.
(last modified 2018-08-22T11:01:30+00:00 )
Nov. 23, 2016 09:00 UTC
  • Irã rejeita e considera

O Irã respondeu a uma carta israelense às Nações Unidas, que acusa a República Islâmica de violar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e de patrocinar o terrorismo.

Em uma carta ao conselho, na terça-feira, o enviado israelense da ONU, Danny Danon, fez uma série de acusações contra o Irã, inclusive o contrabando de armas para o Hezbollah no Líbano através  de vôos comerciais.

"A carta, uma vez mais, contém uma enxurrada de acusações infundadas e sem fundamentos, que foram feitas contra meu país , como de costume, sem o mínimo de evidências", disse o embaixador do Irã na ONU, Gholam-Hossein Dehqani.

Dehqani disse que as "acusações israelense sobre violação do Irã, nas resoluções do Conselho de Segurança" é igualmente infundada , desta vez, divertida , já que equivale a um nivelamento inovador de acusações contra um Estado-Membro da ONU ".

"Pelo menos, um regime que descaradamente descartou todas as resoluções da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre as terras que ocupa criminalmente não está em posição de abordar uma tal reivindicação contra outras nações", disse ele.

"Além disso, é absurdo e hipocrisia para um representante de um regime que tem ocupado as terras de outros povos durante tantas décadas que negou todo direito básico do povo palestino, inclusive a se dar o direito de  autodeterminação, em acusar meu país,  de violar o direito internacional ".

Dehqani,  em resposta à acusação de Israel de que o Irã tenha  patrocinado o terrorismo, disse que tudo isso é um terrível absurdo partindo de Israel e nomeando-o de  hipócrita".

Dehqani afirmou que as acusações são "uma típica tentativa israelense de atear fogo em suas políticas criminosas e atos contra os palestinos inocentes, inclusive dando continuidade em  manter uma comunidade de dois milhões de pessoas sob o cerco,durante  10 anos" na Faixa de Gaza.

O diplomata iraniano mencionou  o "bombardeio israelense em  áreas residenciais, destruindo escolas e hospitais, demolindo casas, confiscando moradias, violando a santidade dos santuários religiosos".