Líder: Os EUA não pretendem erradicar o terrorismo takfiri
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Líder da Revolução Islâmica do Irã o aiatolá Seyyed Ali Khamenei disse que os Estados Unidos nunca tentaram acabar com o terrorismo Takfiri, mas sim fazer esforços para preservar alguns grupos terroristas no Oriente Médio para alcançarem seus objetivos.
(last modified 2018-10-17T12:49:42+00:00 )
Dez. 11, 2016 11:00 UTC
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Líder da Revolução Islâmica do Irã o aiatolá Seyyed Ali Khamenei disse que os Estados Unidos nunca tentaram acabar com o terrorismo Takfiri, mas sim fazer esforços para preservar alguns grupos terroristas no Oriente Médio para alcançarem seus objetivos.

O aiatolá Khamenei fez as declarações em um encontro com Ammar Hakim, líder da Aliança Nacional Iraquiana (INA), acompanhado de  sua delegação  na capital iraniana, Teerã, neste domingo.

"Apesar de suas alegações superficiais,  [os americanos] não têm feito absolutamente coisa alguma, senão  desenraizar terroristas Takfirir,e também tentam,  preservar alguns dos principais terroristas para prosseguirem com seus objetivos para o futuro", disse o Líder.

"Agora, em Mosul [ Iraque] e também na Síria, os EUA não estão a favor da derrota total dos terroristas Takfiri", acrescentou o aiatolá Khamenei.

O líder parabenizou a formação de uma aliança entre os grupos xiitas iraquianos por  grande desenvolvimento e sublinhou a necessidade de fortalecer os alicerces desta  união .

Desde setembro, Ammar tem servido como chefe do INA, composto por partidos políticos xiitas.

A aliança, que detém a maioria dos assentos no parlamento iraquiano, inclui quatro partidos políticos, a Coligação Estado de Direito, o Conselho Supremo Islâmico do Iraque, o Partido Nacional da Reforma e o Movimento Sadrista.

O aiatolá Khamenei ainda aconselhou a Aliança Nacional do Iraque a não confiar nos americanos, alertando que Washington sempre esteve contra países muçulmanos poderosos como o Iraque.

O líder sublinhou ainda que o progresso do Iraque contra os interesses do Irã, enquanto uma maior coordenação entre os dois lados seria no interesse de ambas as nações muçulmanas.

Em outras palavras, o aiatolá Khamenei expressou sua satisfação com as medidas tomadas pelo governo do primeiro-ministro Haider al-Abadi, especialmente seu apoio à Unidades de Mobilização Popular (PMU), também conhecidas como forças de Hashd al-Shaabi.

O líder disse que a PMU é um "enorme recurso" e riqueza nacional para o Iraque, que deve ser apoiado e reforçado.

Hakim, por seu lado, elogiou a orientação do líder e o apoio da República Islâmica ao seu país.

Ele também destacou uma lei recentemente aprovada no parlamento iraquiano que deu status legal completo ao PMU, dizendo que a legislação era uma conquista importante da aliança xiita do país.

A terrível violência que atormentou  partes no norte e oeste do Iraque vinda do grupo terrorista Takfiri Daesh, montou ali uma ofensiva durante  dois anos que assumiu o controle de partes do território iraquiano.

Desde 17 de outubro, as tropas do exército iraquiano e combatentes aliados têm liderado uma ofensiva para retomar a cidade de Mosul, o último bastião Daesh no país.