Irã: Riad e Londres querem encobrir os seus apoios ao terrorismo
O porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Bahram Qasemi, assegurou durante uma conferência de imprensa em Teerã que afirmações de Riad e Londres contra a República Islâmica do Irã são uma tentativa de encobrir os seus "papeis destrutivos" em apoio ao terrorismo takfiri na região.
Assim anunciou no domingo o Qasemi, e referiu-se aos comentários dos ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita e do Reino Unido, Adel al-Jubeir e Boris Johnson, respectivamente, contra o Irã durante uma conferência de imprensa conjunta realizada em Riad, que manifestaram a sua "preocupação" sobre supostas intervenções de Teerã nos assuntos internos dos países da região.
Qasemi disse que Al-Jubeir e Johnson fizeram tais alegações "sem fundamento" buscando encobrir o "papel destrutivo" de seus países em apoio ao terrorismo takfiri e seus numerosos crimes contra a humanidade na guerra contra o povo iemenita. Não há dúvida de que, apesar da oposição da opinião pública mundial e os protestos de pessoas conscientes ao redor do mundo contra o fornecimento de armas pelo Reino Unido para ser utilizadas na guerra contra o povo iemenita, as autoridades britânicas continuam insistindo na venda e o envio de armas mortais aos países envolvidos na agressão contra o Iêmen e aos patrocinadores de terroristas”, diz o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Bahram Qasemi.
O Reino Unido é criticado por ser um dos principais fornecedores de armas a Arábia Saudita, especialmente nos momentos em que a monarquia saudita está envolvida, desde março de 2015, em uma campanha de bombardeio contra seu vizinho, o Iêmen, onde seus ataques têm deixado sete mil mortos e 36 mil feridos, além de causar uma terrível situação humanitária no país mais pobre no mundo árabe.
O porta-voz iraniano também rejeitou as declarações de Al-Jubeir sobre o apoio do Irã ao grupo terrorista Al-Qaeda e ressaltou que Teerã desenvolve estratégias de segurança independente e não tem nenhuma conexão com as ideologias extremistas, dois ponto importante que o reino árabe sofre suas faltas.
As alegações absurdas de ambas as autoridades sauditas como britânicas contra o Irã ocorrem durante a semana passada, em que o chanceler britânico acusou a Arábia Saudita de "abusar do Islã" e, deste modo violou a política de Londres de não criticar aliados em público.