AIEA verifica o cumprimento do pacto nuclear pelo Irã
Autoridades iranianas conversaram com Yukiya Amano e expressaram a sua insatisfação com a falta de compromisso dos EUA como membro de G5 + 1.
Irã cumpra os seus compromissos, desde que todas as partes, designadamente o Grupo 5 + 1 fazem o mesmo.
Presidente Hassan Rouhani já tinha afirmado em uma reunião com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, em Teerã, que o seu país nunca iria violar suas promessas, e enfatizou que a implementação do acordo é um ato recíproco que exige respeito de todas as partes a seus compromissos.
Em capital iraniana, Yukiya Amano aproveitou a oportunidade para verificar novamente o cumprimento do plano Integrado de Ação Conjunta por parte do Irã.
“A plena implementação dos seus compromissos por parte do Irã é muito importante para o futuro do Plano Integrado de Ação Conjunta. Dadas as verificações, a AIEA acredita que o plano é um ganho total”. Estas foram às declarações de Amano em uma conferência de imprensa conjunta com o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, onde o titular iraniano apelou a uma maior imparcialidade da Agência Internacional de Energia Atómica. Salehi ressaltou que estes reconhecimentos do organismo que preside do Amano são muito importantes para Teerã diante de possíveis ações contra o acordo por algumas partes assinantes.
A visita de Amano a Teerã vem num momento em que o Irã denunciou a recente medida dos EUA para estender as sanções contra o país como uma violação do acordo nuclear.
Antes desta decisão da Casa Branca, Rouhani ordenou o chefe da Organização de Energia Atómica do Irã planificar e produzir a propulsão nuclear que pode ser usado em transporte marítimo que pode se iniciar este projeto dentre três meses.
Ao mesmo tempo, o presidente Rouhani enviou uma carta ao ministro das Relações Exteriores para tomar as medidas judiciais cabíveis, e neste sentido o Mohammad Javad Zarif solicitou no sábado a chefe da diplomacia europeia uma reunião extraordinária para analisar a situação.
Agora, o mundo espera para ver qual será o destino deste acordo histórico, alcançado após 12 anos de negociações.