Irã destaca o papel da ONU para facilitar o diálogo entre sírios
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As negociações de paz sobre a Síria entre os enviados do governo de Bashar al-Assad e representantes dos rebeldes começaram hoje em Astana, capital do Cazaquistão, apesar dos rebeldes terem dito que recusavam negociar cara a cara com enviados do governo.
(last modified 2018-08-22T11:01:47+00:00 )
Jan. 23, 2017 06:29 UTC
  • Irã destaca o papel da ONU para facilitar o diálogo entre sírios

As negociações de paz sobre a Síria entre os enviados do governo de Bashar al-Assad e representantes dos rebeldes começaram hoje em Astana, capital do Cazaquistão, apesar dos rebeldes terem dito que recusavam negociar cara a cara com enviados do governo.

O vice-chanceler iraniano, Hussein Jaberi Ansari, destaca no papel da ONU para facilitar o diálogo entre Damasco e a oposição síria.

Jaberi Ansari fez as declarações durante sua reunião com o enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, na capital do Cazaquistão, Astana, onde desde segunda-feira iniciou as negociações da paz na Síria.

Depois de se referir às atividades e consultas do Irã, Rússia e Turquia para organizar conversações sírias em Astana, o diplomata iraniano disse: "Os esforços tripartidos do Irã, Rússia e Turquia não são um substituto ao Grupo de Apoio Internacional Síria (ISSG, por sua sigla em Inglês)”.

De Mistura, por sua vez, anunciou que o organismo representativo está pronto para promover um dialogo inter-sirios e expressou a esperança de que a reunião em Astana ajude a consolidar a trégua na Síria e pavimentar o caminho para resolver a crise neste país através de meios políticos.

As delegações do Irã, Rússia e Turquia em Astana (capital do Cazaquistão) concordaram com a presença da oposição síria nas negociações de paz.  

De Mistura, no mesmo dia, no domingo, realizou uma reunião com a delegação russa, que salientou que o acordo trilateral entre Teerã, Moscou e Ancara "pode impulsionar as partes em conflito" e ajuda a cessação de "hostilidades”. “É o que querem os sírios”. O representante da Organização das Nações Unidas observou que os resultados das negociações em Astana sobre a renovação das consultas sobre a crise síria em Genebra (Suíça) poderão  ser avaliados somente após a conclusão.

De acordo com a oposição síria, o principal objetivo destas negociações é acordar os pontos para manter o cessar-fogo e separar os terroristas da oposição "moderada".

A indicação de Astana faz parte do  acordo de cessar-fogo que rege toda a Síria desde 30 de dezembro e que, no entanto, deixa de fora grupos terroristas como Daesh e a Frente Fath Al –Sham.

Representantes do governo sírio e dos grupos rebeldes sentaram-se na mesma mesa redonda, na primeira sessão das negociações de paz, aberta com um discurso do ministro dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão, Kairat Abdrakhmanov.

As conversações de paz sobre a Síria em Astana foram convocadas graças a um pacto entre Moscovo, que apoia o Governo sírio, e Ancara, que dá respaldo à oposição síria e com o Irã, foram os artífices do cessar de hostilidades que entrou em vigor na Síria a 30 de dezembro.

A guerra na Síria começou em março de 2011 e provocou já mais de 300 mil mortos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.