Atriz iraniana boicota Oscar em protesto ao racismo de Trump.
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Atriz iraniana Tarane Alidusti e Asqar Farhadi, diretor do filme Vendedor, indicada ao Oscar pelo filme 'Vendedor', boicotaram a cerimônia, em protesto contra projeto racista de Trump.
(last modified 2018-08-22T11:01:48+00:00 )
Jan. 26, 2017 17:22 UTC
  • Atriz iraniana boicota Oscar em protesto ao racismo de Trump.

Atriz iraniana Tarane Alidusti e Asqar Farhadi, diretor do filme Vendedor, indicada ao Oscar pelo filme 'Vendedor', boicotaram a cerimônia, em protesto contra projeto racista de Trump.

A atriz iraniana Taraneh Alidoosti que representa o filme indicado ao Oscar, The Salesman, (o vendedor) salientou que decidiu boicotar a cerimônia dos prêmios da Academia deste ano em um ato de protesto contra a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor proibições de visto aos iranianos.

Na quinta-feira, Taraneh Alidoosti informou no seu Twitter e Instagram que decidiu cancelar a sua participação no Oscar pela proibição de visto do Trump, que ela descreveu como "racista" e "inaceitável".

"A proibição de vistos de Trump para iranianos e outros é um movimento racista e inaceitável" "mesmo que isso inclua um evento cultural ou não, eu não vou participar do #AcademyAwards 2017 em protesto.”.

“o Vendedor” foi nomeado no início desta semana como um dos cinco candidatos que poderiam levar para casa o 89º Oscar de Melhor filme da língua estrangeira. O filme, que foi dirigido pelo diretor ganhador do Oscar, Asghar Farhadi, levando para casa dois prêmios no Festival de Cinema de Cannes em maio de 2006.

O filme trata da deterioração da relação de um casal ao ensaiar a Morte de um Vendedor de Arthur Miller.

Em um tweet no final da terça-feira, Trump disse que estava prestes a assinar ordens executivas para proibir por vários meses a entrada de refugiados para os EUA. Uma outra ordem bloqueará os vistos que estão sendo emitidos a qualquer um de sete países de Médio Oriente e de África do norte incluindo Iraque, Syria, Líbia, Iemen, Sudão, Somália e o Irã.

Trump, um partidário convicto do regime em Israel, adotou uma dura retórica contra o Irã. Durante sua campanha eleitoral, ele prometeu "destruir" o pacto nuclear firmado em 2015 entre o Irã e o P5 + 1 grupo de países, incluindo os EUA.

As ameaças de Trump levou no início deste mês, a União Europeia, a renovar seu apoio ao acordo, visto como uma vitória para a diplomacia internacional.

Se emitir, a proibição de visto seria a última de uma série de medidas anti-Irã tomadas pelo governo dos EUA nos últimos meses. No ano passado, Washington prorrogou as sanções contra o Irã no que foi visto como uma violação do acordo nuclear de 2015, conhecido como o Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA).

Em primeiro de dezembro de 2016, o Senado dos Estados Unidos votou 99-0 a prorrogar a Lei de Sanções do Irã (ISA) por uma década. A Câmara dos Deputados votou em reautorizar a ISA, que foi introduzida pela primeira vez em 1996 a punir os investimentos na indústria de energia do Irã com base em acusações de que Teerã estava perseguindo objetivos não civis em seu programa de energia nuclear.

A administração do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, havia manifestado reservas sobre a utilidade da legislação, mas os assessores do Congresso disseram que esperavam que Obama assinasse quando chegasse à sua mesa.

Obama se recusou a assinar um projeto de lei que renova as sanções existentes contra o Irã, mas permitiu que a legislação se tornasse lei, num aparente esforço para aliviar as preocupações da República Islâmica de que Washington está retrocedendo na questão nuclear acordo.

O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, Bob Corker, republicano hawkish do Tennessee, disse naquela época que a extensão do ISA garantia que o presidente eleito Donald Trump pudesse reimpor sanções levantadas sob o acordo nuclear.

"Estender a Lei de Sanções contra o Irã...  garante que o presidente eleito Trump e sua administração têm as ferramentas necessárias para rechaçar as ações hostis do Irã”, disse ele em um comunicado. O Irã alertou que a renovação das sanções será uma violação dos compromissos assumidos no âmbito da JCPOA, e ameaçou represálias se os EUA estender o ato de longa data.