"O Irã continua com o seu programa de enriquecimento de urânio"
Seyed Abbas Araqchi, afirmou que o Irã não suspendeu o enriquecimento de urânio, mesmo para um dia.
"O Irã não suspendeu suas atividades de enriquecimento de urânio, mesmo para um único dia", confirmou ontem o vice-chanceler para Assuntos Jurídicos e internacionais, Abbas Araqchi.
Ele também assegurou que o Irã vai retomar as suas atividades nucleares ao nível anterior-em conformidade com acordo nuclear em 2015 entre o Irã e o G5 + 1 (EUA, Reino Unido, Rússia, China, França mais a Alemanha)- sem que se abstenha de cumprir os seus compromissos no âmbito do acordo.
Sob o acordo conhecido como o Plano Integral de Ação Conjunto (JCPOA, por sua sigla em Inglês), o Irã concordou em limitar seu programa nuclear em troca da retirada das sanções relacionadas ao seu sector nuclear.
"O programa nuclear do Irã não só tem suspendido com JCPOA, como tem sido continuado avançando com maior disciplina e força", disse Araqchi.
Araqchi, que serviu como um negociador sênior em conversas nucleares entre o Irã e o G5 + 1, elogiou a resistência do povo iraniano contra as sanções económicas injusto impostas pelo Ocidente, enfatizando que esta resistência, de fato, obrigou o inimigo a iniciar negociações com Irã.
Em outro ponto, o alto diplomata iraniano referido a recentes relatos não confirmados sobre o teste de misseis balísticos do Irã que implementaram nos últimos dias.
Neste contexto, ele disse que uma das principais prioridades das autoridades iranianas é proporcionar a segurança ao país e, de fato, insistiu ele que neste contexto “não precisamos a permissão ou autorização de qualquer país”.
EUA e autoridades israelenses relataram que o Irã conduziu recentemente um teste de míssil balístico, mas o Irã ainda não confirmou tal teste. Na terça-feira, o embaixador dos EUA na ONU, Nikki Haley denunciou no Conselho de Segurança do ONU, o recente teste de mísseis balísticos do Irã e disse que era "absolutamente inaceitável".
Por seu lado, a Rússia defende o direito do Irã de fazer testes com mísseis balísticos, dizendo que a resolução da ONU não o proíbe. Por sua vez, a União Europeia (UE) afirma que o programa de mísseis balísticos do Irã não viola o acordo nuclear alcançado entre o Irã e o G5 + 1.
O Ministério do Exterior iraniano, disse a mesma na terça-feira que nenhum país ou organização tem o poder de decidir sobre o programa de mísseis do Irã, sendo um "direito inalienável" de seu país.