Irã responsabilizou EAU e seus aliados pelos crimes no Iêmen
A Chancelaria do Irã tachou de “infundadas” as denúncias feitas pelo chanceler emirado sobre um suposto ‘papel não construtivo’ de Teerã no Iêmen.
Bahram Qasemi, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, desmentiu hoje quarta-feira as afirmações do chanceler dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Anwar Mohamad Gargash, que acusou na terça-feira de que Teerã intervia nos assuntos internos do Iêmen.
"É uma pena que o Governo emirado, que participa diretamente na destruição das infra-estruturas dos crimes no Iêmen, acusando outros países de adotar medidas ingerências", lamentou Qasemi.
“Não há dúvida de que aqueles que se livraram da guerra contra a oprimida nação do Iêmen não conseguirão mais que fortalecer os terroristas”, acrescentou o porta-voz iraniano.
Qasemi também frisou de que os EAU e outros membros da “coalizão pela guerra” são responsáveis tanto pelas atrocidades cometidas como do reforço ao terrorismo no Iêmen.
O atual conflito no Iêmen parece não ter solução militar em vista, já que se estancaram os avanços tanto das forças iêmenitas e os mercenários liderados pela Arábia Saudita, que até o momento, apesar de contar com uma enorme superioridade aérea, não têm conseguido seu objetivo, reinstaurar no poder ao expresidente prófugo iêmenita Abdu Rabu Mansur Hadi.
Ao menos 12.041 civis até agora morreram em consequência dos ataques da Arábia Saudita e seus aliados. Dessa cifra, quase 1870 mulheres e outros 2568, meninos. Isto se soma aos danos da infra-estrutura do país e uma crise humanitária que tem deixado até o momento 19 milhões de pessoas famintas.