Irã pede maior cooperação internacional contra extremismo
O representante permanente Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Qolamali Khoshru insta a comunidade internacional a unir esforços sérios e eficazes para combater o extremismo e a violência.
"O extremismo violento tornou-se um dos fenômenos mais perigosos de nossa era", afirmou na quarta-feira, o representante permanente do Irã ao ONU.
Durante uma reunião de consultoria da Aliança de Civilizações das Nações Unidas realizada na cidade norte-americana de Nova York, Khoshru explicou que o extremismo é dividido em dois grupos principais: um constituído por pessoas dispostas a realizar atos terroristas, geralmente sem poder formal que realiza suas atividades por meio de uma rede internacional de extremismo violento, o qual se tornou um dos fenômenos mais perigosos da nossa era.
O outro o continua, incluindo os governos poderosos que suportam ideologia extremista e agir de maneira unilateral e intervencionista apenas por uma questão de impor o seu poder. "O comportamento que têm esses governos sobre as culturas, civilizações e povos é discriminatória e humilhante".
Neste contexto, salientou que estes dois grupos extremistas -os terroristas e criminosos irresponsáveis- governos não poderosos não contribuem apenas para a paz mundial, como promovem o ciclo de violência e destruição.
"A comunidade internacional terá que mudar este ciclo defeituoso, condenando todas as formas e substituir o diálogo e o respeito mútuo como uma opção para melhorar a paz e a estabilidade e prevenir a violência e conflito", o sugeriu.
Finalmente, Khoshru argumentou que a comunidade internacional deve escolher o diálogo e o entendimento como uma forma de coexistir com os outros e para combater todas as formas de extremismo sério e consistente.
Em 18 de Dezembro, de 2013, mais de 190 países membros da ONU deu sua aprovação à resolução intitulada O Mundo Contra a Violência e Extremismo (WAVE, na sigla em Inglês), que tem como objetivo neutralizar o extremismo e fanatismo no mundo.
O documento foi apresentado em 25 de Setembro de 2013, pelo presidente iraniano, Hassan Rouhani, em seu discurso na Conferência de Desarmamento da ONU.