Economia no topo da agenda dos candidatos presidenciais iranianos
Candidatos presidenciais iranianos enfocam sobre os desafios econômicos enfrentados pelo país em meio a uma corrida aquecida para as eleições de maio.
Mostafa Aqa-Mirsalim, que é membro do Conselho de Expediência, disse na quarta-feira que as questões econômicas são sua prioridade máxima e ressaltou a necessidade de se concentrar na Economia Resistencia promovendo a produção nacional.

Ele disse que o Irã precisa contar com uma economia que não depende das receitas do petróleo. "Faremos esforços para facilitar por em pratica o crescimento econômico do país. O crescimento que vemos agora é feito a partir da venda de petróleo, que eu não eu concordo com nada”, acrescentou. Ele disse que a criação de empregos era necessária, mas enfatizou que a contenção da estagnação econômica no curto prazo era uma questão urgente.
Enquanto isso, Eshaq Jahangiri, o primeiro vice-presidente, e outro candidato afirmou que a atual administração iraniana tomou grandes medidas para melhorar as condições no país, confiando nas capacidades nacionais, e disse que outras medidas devem ser tomadas para esse efeito. Jahangiri apontou o acordo nuclear de 2015 entre o Irã e o grupo de países 5 + 1 e disse que o acordo abriu novas oportunidades para o desenvolvimento econômico.
Ele também descreveu o desemprego como um grande desafio no país, descrevendo a produção interna e o investimento no setor econômico como a única maneira de criar empregos no país. Jahangiri salientou que o sistema bancário e os recursos externos poderiam ser empregados para impulsionar o investimento no país.
No início desta semana, Mohammad Baqer Qalibaf, também sublinhou a necessidade de confiar nas capacidades domésticas para desenvolver a economia do país.

O prefeito de Teerã e o candidato presidencial iraniano Mohammad Baqer Qalibaf Qalibaf, que se dirigia a uma campanha na cidade sagrada de Qom na segunda-feira, precisou que o Irã desfruta de grandes recursos econômicos e capacidades, citando o ranking do país em termos de reservas de petróleo e gás. O prefeito de Teerã também culpou a má administração das autoridades pelo desemprego, a estagnação e o alto custo de vida no país.
Os iranianos irão às urnas no dia 19 de maio para eleger o 12º presidente do país em seis candidatos. Três outros candidatos são o atual presidente Hassan Rouhani, o ex-vice-presidente e ministro Mostafa Hashemi-Taba e Seyyed Ebrahim Raeisi, o atual custodiante do Santuário do Imam Reza (PBUH) na cidade iraniana do nordeste de Mashhad. Comentários (3)
Seyed Mostafa Hashemi Taba, outro candidato disse na quarta-feira que sua prioridade é manter a segurança do país. "Devemos reconhecer a segurança que temos hoje", salientou Hashemi Taba em sua primeira entrevista na televisão para apresentar seus planos futuros, transmitido no Canal 1 da televisão iraniana.

Depois de revelar que a manutenção dessa segurança e estabilidade, bem como a melhoria do poder militar do Irã, estar no topo da lista de prioridades, ressaltou que o segundo ponto do programa diz respeito à reconstrução do clima no país, juntamente com reformas em condições agrícolas.
Ele também acrescentou que mais tarde irá se concentrar no emprego, produção e serviços públicos, e para isso explicou, deve prestar mais atenção às atividades económicas, indústria e turismo, bem como atividades culturais.
Além disso, Hashemi Taba referiu-se que se for eleito fará tudo em seu poder para melhoramento das condições de camadas mais vulneráveis e os mais pobres, enquanto, ao mesmo tempo afirmou que não acredita que a distribuição equitativa da riqueza pode resolver problemas econômicos.
Em seguida, o candidato presidencial, que ocupou vários cargos no Executivo anterior, disse que não vai fazer promessas durante sua campanha eleitoral como se estão fazendo seus rivais, salientando que fazem promessas irrealistas ponham em causa a reputação das pessoas.
Os debates entre os candidatos serão transmitidos ao vivo. Eleição presidencial do Irã XII será realizada em 19 de maio em que Hashemi Taba competir com o atual presidente, Hassan Rouhani; Eshaq Jahangiri o atual Vice-Presidente; o prefeito de Teerã (capital), Mohammad Baqer Qalibaf; ex-ministro da Cultura e Orientação Islâmica Seyed Mostafa Mir Aqa Salim; e administrador da Astan Quds Razavi em Mashhad (nordeste), Seyed Ebrahim Raisi.
O candidato presidencial Seyed Ebrahim Raisi afirmou também na quarta-feira que a melhor maneira de lidar com Estados Unidos é a Unidade Nacional. "A melhor maneira de enfrentar os complôs dos EUA é a unidade e o poder interno", assegurou Raisi em comentários transmitidos pela Canal 2 de televisão iraniana.
Em sua opinião, seria muito eficaz como o inimigo vê que os iranianos estarem unidos, então chamou a coesão entre todos os círculos políticos e seus seguidores.
No caso em que os iranianos tivessem poder político e econômico o suficiente para enfrentar os inimigos de acordo Raisi-, os EUA não seriam capaz de ferir a República Islâmica do Irã.
Raisi denunciou as ações de alguns políticos para mostrar, deliberadamente ou inadvertidamente, a fraqueza do país pelas sanções ocidentais contra o Irã, ressaltando que essa circunstância fez com que aumentasse tais penas punitivas contra o país. Ele também elogiou a intercepção de duas pequenas embarcações militares norte-americanas com 10 tripulantes (nove homens e uma mulher) pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) em 12 de janeiro de 2016, pelas suas entradas no limite das águas territoriais iranianas, no Golfo Pérsico.
Recorde-se que os candidatos presidenciais contarão cada um com "555 minutos na Radio e na TV, no total cerca de 1110 minutos" para informar a nação de seus planos e políticas.
Além disso, serão realizados três debates presidenciais de 28 e 5 abril e 12 maio, que, respectivamente, vai tratar de questões sociais, políticas e econômicas.
57 milhões de iranianos com direito a voto participarão em 19 de maio da próxima eleição presidencial entre seis candidatos.
Irã anuncia a preparação de suas Embaixadas e Missões diplomáticas no estrangeiro para recolher os votos dos residentes iranianos no exterior.
A República Islâmica do Irã, para facilitar a participação dos iranianos fora do país, tomou algumas medidas. "279 assembleias de voto em 103 nações estarão prontos para receber residentes iranianos no exterior. Existem dois milhões e meio de iranianos qualificados a votar fora do país”, disse o iraniano vice-chanceler para Assuntos Consular, Parlamentar e de Migração, Hassan Qashqavi, em uma entrevista coletiva em Teerã (Irã).
A votação pode ocorrer tanto via correio ou por via electrónica. De acordo com Qashqavi, outro desafio para apresentações no dia da votação, são as manifestações da oposição e dissidentes políticos a frente das embaixadas. O diplomata iraniano disse que muitos compatriotas não iriam participar na votação porque alguns grupos da oposição ameaçam e insultam os participantes na votação.