Irã e França defendem fortalecer as relações bilaterais
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, abordou questões de interesse comum em reuniões com as autoridades francesas, incluindo o presidente Emmanuel Macron.
Na sexta-feira e no segundo dia da sua estada na França, o presidente francês recebeu o chefe da diplomacia iraniana no Palácio do Eliseu, em Paris, a capital, onde discutiram questões bilaterais e regionais, incluindo a crise na Síria.
Na quinta-feira, em sua chegada em Paris, de Roma, capital italiana, como parte de uma turnê europeia que também levou para a Alemanha, Zarif considerou a França, a "principal parceiro económico" do Irã, afirmando que os lados têm aumentado significativamente cooperação após alcançar acordo nuclear em 2015 entre Teerã e o Grupo 5 + 1 (os EUA, o Reino Unido, França, Rússia e China, mais a Alemanha).
A agenda de Zarif em Paris começou com uma reunião com o presidente do Senado francês, Gerard Larcher, em que ambos expressaram o grande interesse de seus respectivos países para manter consultas políticas constantes sobre desenvolvimentos regionais.
Na reunião, o ministro iraniano pediu um papel mais ativo da França e da União Europeia (UE) na resolução de crises regionais.
Mais tarde, Zarif se reuniu com seu homólogo francês, Jean-Yves Le Drian, que expressou a disponibilidade do Irã para fortalecer "os laços com a França, em particular na área econômica", enquanto pedindo a eliminação de obstáculos bancárias entre os dois países.

Le Drian na reunião reafirmou o apoio do seu país ao acordo nuclear histórico e disse que tomou várias medidas para implementar estes objetivos acordados.
Zarif, por sua vez, elogiou os esforços diplomáticos desenvolvidos pela França durante o longo processo de negociações com o sexteto e destacou o "papel fundamental" de Paris no âmbito da implementação bem sucedida do acordo.
O ministro iraniano citou os sete relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), confirmando o cumprimento pleno do seu país com os seus compromissos no âmbito do Pacto, e disse que a plena implementação deste acordo serviria os interesses de todas as partes.