Irã: Atividades do MKO, um ponto discutivel nas relações entre Irã-França
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, lamentou que a organização terrorista Mujahedin-e Khalq (MKO) tenha sido autorizada a realizar suas atividades na França.
A presença de MKO e as suas atividades na França são consideradas como "um ponto discutível" nas relações entre Teerã e Paris, afirmou o Zarif à IRIB em uma entrevista publicada no sábado, um dia depois que completou sua visita de dois dias à capital francesa.
"Durante nossas conversas com os oficiais franceses, levantamos esta questão como um ponto de discussão em nossas relações e também enfatizaram que não têm nenhuma conexão com este grupo (MKO)", disse ele.
Ele acrescentou que a natureza terrorista do MKO não está escondida para ninguém, dizendo que todos os países regionais e europeus estão conscientes dos atos terroristas do grupo.
O ministro das Relações Exteriores iraniano lamentou que alguns "regimes reacionários na região voltem a capitalizar esse grupo, assim como o fizeram no passado".
Zarif acrescentou que a República Islâmica está ciente de que a Arábia Saudita tem entrado em contato com o MKO e fornecendo-lhe apoio financeiro desde a guerra imposta pelo Iraque ao Irã na década de 1980.
O regime de Al Saud decidiu divulgar sua cooperação com o grupo terrorista desde o ano passado ao participar de suas reuniões, afirmou.
No sábado, o grupo terrorista MKO realizou uma reunião em Paris, que contou com a participação de algumas das ex-autoridades norte-americanas, européias e sauditas, incluindo o ex-chefe da inteligencia saudita, o príncipe Turki al-Faisal, que também pronunciou um discurso.
Em 9 de julho de 2016, Paris organizou outra reunião organizada pelo grupo terrorista MKO, que também contou com a presença de Faisal.
Zarif enfatizou que todos esses movimentos mostram o desespero dos opositores da República Islâmica que não tinham outra opção senão recorrer impopulares entre a nação iraniana, a fim de alcançar seus próprios "objetivos ameaçadores".
O MKO é o grupo terrorista mais odiado entre os iranianos devido à sua sombria história de assassinatos e bombardeios pelas suas ligações com ex-ditador iraquiano Saddam Hussein em sua guerra de oito anos contra o Irã na década de 1980.
Dos quase 17 mil iranianos assasinatos nos atentados terroristas desde a vitória da Revolução Islâmica de 1979 no Irã, cerca de 12 mil pessoas foram vítimas dos atos terroristas do MKO.
O grupo terrorista também ajudou Saddam na sua brutal irepressão contra seus oponentes.