O Irã se opõe ao uso de armas químicas sob qualquer pretexto
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, reafirmou que a República Islâmica, segundo os seus princípios fundamentais, se opõe e rejeita o uso de armas químicas sob qualquer forma, pretexto e por qualquer grupo.
Em uma reunião com o diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) Ahmet Üzümcü em Teerã no domingo, Zarif acrescentou que o Irã foi vítima de armas químicas pelo ditador iraquiano, Saddam Hussein, durante a guerra imposta pelo Iraque.
"A República Islâmica do Irã sempre enfatizou que nenhum grupo tem o direito de usar armas químicas em conflitos armados", disse o chefe da diplomacia iraniana, acrescentando: “No entanto, o grupo terrorista Daesh usou armas químicas em sua guerra contra o governo sírio”. “Zarif expressou a disponibilidade do Irã para cooperar na investigação da OPAQ sobre o ataque químico na província síria do noroeste de Idlib, em abril”.
Dezenas de pessoas foram mortas no ataque químico na cidade síria de Khan Shaykhun em Idlib em 4 de abril. Os Estados Unidos e seus aliados acusaram rapidamente as forças do governo sírio de realizarem o ataque. O exército sírio; no entanto, disse que "nunca os usou (armas químicas), a qualquer hora e em qualquer lugar, e não o fará no futuro".
Üzümcü, por sua vez, disse que o Irã e a OPAQ tinham uma longa história de cooperação e saudou a prontidão de Teerã a ajudar a organização no sentido de investigar o ataque químico mortal na Síria. Ele apontou ao 30º aniversário de um ataque químico mortal por Saddam na cidade iraniana de Sardasht e disse que a OPCW emitiu uma declaração sobre o aniversário do incidente trágica a cada ano.
Sardasht foi à terceira cidade povoada do mundo, depois do Hiroshima e Nagasaki do Japão, a ser alvo deliberadamente de armas de destruição em massa.
Foi também a primeira cidade do mundo a ser atacada com gás venenoso. O número real de mortes foi muito maior do que o anunciado. Cerca de 5 mil habitantes da cidade, que tinham uma população de 20 mil no momento do ataque, ainda sofrem de graves doenças e distúrbios respiratórios e cutâneos como consequências tardias do ataque.