Irã impulsionará o programa de mísseis mesmo com atos hostis dos EUA
O Irã prosseguirá ‘com todas as sua força com o seu programa de mísseis e tomará as medidas que cria oportunas contra “atos hostis” dos EUA.
“Nossa política no âmbito militar e misseis é muito transparente. O programa de mísseis faz parte do poder dissuasivo do país, e fortalece a paz e a estabilidade na região. Continuaremos com toda a força o nosso programa balístico”, tem sublinhado neste sábado o porta-voz da Chancelaria iraniana, Bahram Qassemi.
Assim mesmo, tem considerado as novas sanções aprovadas pelo Congresso norte-americano, como uma “ação hostil e inaceitável”, bem como uma ingerência nos assuntos internos do Irã.
A política defensiva e de mísseis “é um tema de assuntos internos. Os outros países não têm direito a imiscuísse”, precisou o porta-voz numa conversa televisionada.
Por outro lado, tem advertido de que os novos embargos norte-americanos procuram “debilitar o acordo nuclear” de 2015 conseguido por Teerã e o Grupo 5+1 (EUA, o Reino Unido, França, Rússia e China, mais Alemanha), e recalcado que a República Islâmica se reserva “o direito a adotar medidas de represália”.
Há dois dias, a Câmera de Representantes e o Senado dos EUA adotaram, praticamente por unanimidade, um projeto de lei para impor sanções a Rússia, o Irã e Coreia do Norte.
No caso do Irã, as sanções foram adotadas Por motivo de programa de mísseis e o apoio de Teerã aos movimentos de resistência islâmica de Palestina (HAMAS) e do Líbano (Hezbollah), qualificados de terroristas pelos EUA.
De igual modo, Qassemi tem enfatizado em papel efetivo da República Islâmica de Irã na luta contra o terrorismo e tem repudiado o “duplo critério” de Washington em combate ao terrorismo.
Neste sentido, o porta-voz da diplomacia iraniana tem qualificado de uma “amarga ironia” a decisão dos EUA de demonizar a Irã e acusá-lo de “apoiar o terrorismo’, e aliar-se, por outro lado, com os países que criaram e financiaram diretamente os grupos terroristas”.