As conquistas científicas, culturais e artísticas da Revolução Islâmica 3
IRIB-Nesta edição vamos referir a algumas realizações da República Islâmica do Irã no campo aeroespacial.
Os avanços científicos e acesso da República Islâmica do Irã a novas tecnologias tiveram registrado, nos últimos anos, um crescimento considerável. Passando as fronteiras da ciência e acessar as tecnologias mais avançadas, a fim de criar uma nova civilização islâmica, foi sempre uma das aspirações da Revolução Islâmica e concentrar em produção da ciência, levaram o país ao progresso cientifico e avanços em direção às novas tecnologias no país.
Não se pode considerar a ciência espacial como uma nova ciência, sabendo que desde a antiguidade o homem sempre se esforçava para descobrir as maravilhas do céu e o espaço a volta do nosso planeta. Estudando os trabalhos dos antigos cientistas entendemos que desde os primeiros anos do surgimento da ciência, foram feitas investigação e abundantes estudos astrológicos e sobre a física das estrelas, visando conhecer melhor o espaço.
A tecnologia espacial, no seu período inicial, incluía a tecnologia de veículos lançadores, satélites, pesquisas espaciais, imagem digital, design e o desenvolvimento de sensores, as viagens interplanetárias tripuladas ao espaço. Mas agora, com o avanço desta ciência, ela se concentrou em algumas aéreas como as naves espaciais, a otimização de sistemas, subsistemas menores e mais leves e eficientes, os novos motores de foguetes, as novas energias espaciais, os resíduos espaciais, ou seja, os lixos orbitais e mesmo o turismo espacial.
Além disso, esta área de ciência procura outros objetivos como a mineração espacial, foguetes de só uma etapa, tecnologias de uso mais limpo do espaço e evitar a produção de resíduos espaciais, criação de fábricas orbitais para a produção de medicamentos ou ligas especiais, hotéis espaciais, e os assentamentos e elevadores no espaço.
A construção de mais de 10 satélites para os fins variados, após a vitória da Revolução Islâmica, tem deixado o país entre os Estados possuidores da tecnologia espacial. A República Islâmica do Irã é o nono país no mundo, que tem lançado satélites e colocou-os na orbita com sucesso, baseado na tecnologia nacional e independente. Os satélites projetados e fabricados no Irã são: Mesbah, Zohreh, Sina, Rasad, Zafar, Fajr, Amir Kabir, Omid, Tolu e hélices lançar Phoenix, Safir Omid e os veículos especial I e II.
O satélite de Omid (Esperança) foi o primeiro artefato iraniano, de produção completamente iraniana por engenheiros iranianos da Agencia Espacial do Irã. O projeto foi testado em fevereiro de 2009, a data que coincidiu com a celebração do 30º aniversário da vitória da Revolução islâmica.
Este satélite, em três de fevereiro de 2009, foi colocado numa orbita terrestre baixa. Ele ao fazer 15 giras diárias à volta da Terra enviava relatos de sensório remoto a uma estação terrestre.
O satélite de Omid possuía duas bandas de frequência e oito antenas para a transmissão de informações e foi controlado duas vezes em cada giro por um centro espacial no Irã.
Eram previsto 50 dias para a sua atividade, mas passando alguns dias, devido o atrito com o ar, perdeu a sua energia e caiu.
Alguns centros espaciais do Irã são: Estação Espacial Shahrud, considerada o principal centro espacial iraniano, o Sitio de Qom que está ativo desde 2008, para operação de planejamento e fabricação de veículos lançadores. O Centro Espacial Mahdasht, é um sitio para receber informação via satélite, e a sua função é difusão de informações recebidas dos satélites.
O presidente do Instituto de Pesquisas Aeroespaciais do Irã, Fatholah Ommi afirma: "O Irã no início das suas atividades espaciais, em apenas cinco anos, tem passado um caminho de 27 anos para alcançar o conhecimento espacial, e atualmente tem na sua agenda o desenvolvimento das relações com os centros internacionais. O programa espacial do Irã começou a se desenvolver após a Revolução, ou melhor, dizendo na altura da guerra imposta e tem continuado até hoje". Ele acrescentou: "Antes da revolução, basicamente, não tínhamos a tecnologia espacial e não permitiam a transferência desta tecnologia ao nosso país e o nosso conhecimento nesta área era praticamente nulo. Os países pioneiros neste campo, há 40 anos, não permitiam a transferência destas ciências aos países do terceiro mundo ou em via de desenvolvimento. Mas, depois da Revolução, e com a abertura do Centro Espacial, rapidamente conseguimos desenvolver e acessar a esta tecnologia. Isto é um sinal da nossa autoridade nacional".
Ele salientou que a meta futura do Instituto espacial iraniano seria enviar astronautas ao espaço. Ommi, em seguida, esperançou que a realização deste projeto, com o levantamento das barreiras internacionais fica ainda mais acelerada. “Desenvolver os contatos com os centros prestigiados internacionais, como o Comité para a Utilização Pacífica do Espaço Exterior das Nações Unidas (UNCOPOUS) e o Conselho executivo da Organização da Ásia-Pacífico para a Cooperação Espacial (APSCO) são os programas esboçados para o progresso da tecnologia espacial iraniana”.