Irã rejeita referendo no Curdistão e apoia a integridade do Iraque
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O Irã reafirma a sua rejeição do polêmico referendo separatista na região semi-autônoma do Curdistão iraquiano e apoia a integridade territorial do país árabe.
(last modified 2018-08-22T11:02:37+00:00 )
Ago. 21, 2017 07:56 UTC
  • Irã rejeita referendo no Curdistão e apoia a integridade do Iraque

O Irã reafirma a sua rejeição do polêmico referendo separatista na região semi-autônoma do Curdistão iraquiano e apoia a integridade territorial do país árabe.

O porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Bahram Qassemi, disse segunda-feira que a posição de Teerã sobre o referendo no Curdistão iraquiano é o mesmo que foi expresso pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas iranianas, Major General Mohamad Hussein Baqeri, na Turquia.

O alto oficial iraniano reuniu em 16 de agosto, em Ancara com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, com quem discutiu os últimos desenvolvimentos regionais, incluindo a situação na Síria e o referendo convocado pelo Curdistão iraquiano para 25 de setembro.

Ambas as partes salientaram que, se o referendo fosse realizado, seria a base para o início de uma série de tensões e conflitos no interior do Iraque, cujas consequências afetam os países vizinhos.

Baqeri disse à agência de notícias iraniana Irna após a sua reunião com Erdogan que tinha advertido que o referendo separatista geraria caos dentro do Iraque, Irã e Turquia, e era por isso que "impossível a sua realização e não deveria ser feito".

"As declarações do general Baqeri foram precisas e oportunas e não teremos nenhum problema neste caso", disse o porta-voz da Diplomacia.

Qassemi rejeitou uma declaração do Ministério dos Assuntos Peshmerga do Curdistão iraquiano que acusa Teerã de intervir nos assuntos internos desta região autônoma.

Todos têm o direito de falar. “Nossa posição sobre o referendo, a soberania e a integridade territorial do Iraque é clara”, disse o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Bahram Qassemi.

Curdos iraquianos, conduzidos pelos EUA e certos países da região, planejam se separar do governo central de Bagdá e formar seu próprio Estado. Enquanto os curdos insistem no que eles consideram um direito nacional para determinar seu próprio futuro, o governo de Bagdá diz que essa decisão é "inconstitucional" e adverte que tal movimento poderia prejudicar o país inteiro.

A República Islâmica do Irã, um grande aliado do Iraque na luta contra o terrorismo, vê por trás da iniciativa curda um plano inimigo bem planejado para enfraquecer o Iraque e os grandes países do Oriente Médio. Teerã adverte que fragmentar o Iraque só favoreceria os EUA e Israel, entre outros inimigos do país árabe.