Irã rejeita referendo no Curdistão e apoia a integridade do Iraque
O Irã reafirma a sua rejeição do polêmico referendo separatista na região semi-autônoma do Curdistão iraquiano e apoia a integridade territorial do país árabe.
O porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Bahram Qassemi, disse segunda-feira que a posição de Teerã sobre o referendo no Curdistão iraquiano é o mesmo que foi expresso pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas iranianas, Major General Mohamad Hussein Baqeri, na Turquia.
O alto oficial iraniano reuniu em 16 de agosto, em Ancara com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, com quem discutiu os últimos desenvolvimentos regionais, incluindo a situação na Síria e o referendo convocado pelo Curdistão iraquiano para 25 de setembro.
Ambas as partes salientaram que, se o referendo fosse realizado, seria a base para o início de uma série de tensões e conflitos no interior do Iraque, cujas consequências afetam os países vizinhos.
Baqeri disse à agência de notícias iraniana Irna após a sua reunião com Erdogan que tinha advertido que o referendo separatista geraria caos dentro do Iraque, Irã e Turquia, e era por isso que "impossível a sua realização e não deveria ser feito".
"As declarações do general Baqeri foram precisas e oportunas e não teremos nenhum problema neste caso", disse o porta-voz da Diplomacia.
Qassemi rejeitou uma declaração do Ministério dos Assuntos Peshmerga do Curdistão iraquiano que acusa Teerã de intervir nos assuntos internos desta região autônoma.
Todos têm o direito de falar. “Nossa posição sobre o referendo, a soberania e a integridade territorial do Iraque é clara”, disse o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Bahram Qassemi.
Curdos iraquianos, conduzidos pelos EUA e certos países da região, planejam se separar do governo central de Bagdá e formar seu próprio Estado. Enquanto os curdos insistem no que eles consideram um direito nacional para determinar seu próprio futuro, o governo de Bagdá diz que essa decisão é "inconstitucional" e adverte que tal movimento poderia prejudicar o país inteiro.
A República Islâmica do Irã, um grande aliado do Iraque na luta contra o terrorismo, vê por trás da iniciativa curda um plano inimigo bem planejado para enfraquecer o Iraque e os grandes países do Oriente Médio. Teerã adverte que fragmentar o Iraque só favoreceria os EUA e Israel, entre outros inimigos do país árabe.