Irã não procura interesses materiais na Síria: disse o Comandante Soleimani
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Major General Qassem Soleimani, que comanda a força de Al-Quds do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC), afirma que a República Islâmica não busca interesses materialistas no seu apoio ao Iraque, Síria - onde tem presença para assessoramento militar - e à causa palestina.
(last modified 2018-08-22T11:02:37+00:00 )
Ago. 21, 2017 07:59 UTC
  • Irã não procura interesses materiais na Síria: disse o Comandante Soleimani

Major General Qassem Soleimani, que comanda a força de Al-Quds do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC), afirma que a República Islâmica não busca interesses materialistas no seu apoio ao Iraque, Síria - onde tem presença para assessoramento militar - e à causa palestina.

"Quando entramos no Iraque, não diferenciamos nossos interesses e os do Iraque; e não procuramos tirar proveito de tomar o controle de poços de petróleo ou ocupar cidades como Mosul ou Kirkuk. Nós também não temos e não teremos demandas financeiras”, disse o Major General Soleimani, que comanda a Força de Al-Quds do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC).

Ele também disse que o Irã não apoiava o povo palestino por causa dos "interesses xiitas". Quase todos os palestinos são sunitas, disse ele, e ainda assim "nós os defendemos". O comandante sênior também disse que, ao contrario de capacidades agressivas do grupo terrorista Daesh e a criação de outras equipes militantes como Jaish al-Islam na Síria que só trouxeram destruição e caos, o Irã conseguiu devolver a estabilidade à Síria.

Referindo-se aos terroristas de Daesh, ele disse: "São pessoas que enviam centena de terroristas-suicidas ao campo de batalha todos os dias". "Foi com a religião que lutamos contra a guerra religiosa e não com o poder militar", disse o comandante iraniano.

Daesh lançou uma ofensiva terrorista dentro do Iraque em 2014. Ele rapidamente assumiu o território no país árabe e representou uma ameaça para conquistar a capital, Bagdá. O Irã, então, ofereceu assistência militar tanto ao governo central em Bagdá quanto ao governo regional no Curdistão iraquiano, ajudando ambos a manter o terreno e recuperar o território perdido para o grupo terrorista.

Na Síria, o Irã vem oferecendo apoio consultivo ao governo. Um conflito armado estourou na Síria em 2011 e logo se transformou em militância apoiada pelo estrangeiro por uma mistura de grupos terroristas, incluindo Daesh.

O general Soleimani disse que o governo iraniano conseguiu transcender questões de linguagem e raça, trazendo assim estabilidade. Ele disse que o Irã agora estava desfrutando de um status de poder real na região.