A mudança na geopolítica iraquiana cria insegurança regional
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Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas iranianas, o Major-general Mohammad Baqeri advertiu que qualquer mudança na geografia política da região criaria tensões em todo o Oriente Médio.
(last modified 2018-10-17T12:49:42+00:00 )
Ago. 21, 2017 14:51 UTC
  • A mudança na geopolítica iraquiana cria insegurança regional

Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas iranianas, o Major-general Mohammad Baqeri advertiu que qualquer mudança na geografia política da região criaria tensões em todo o Oriente Médio.

"Qualquer mudança geográfica na região, dadas as diferenças entre os curdos e o governo central iraquiano sobre a Kirkuk e a outra região do país, podem iniciar tensões e conflitos no Iraque e esta questão nunca se limitará somente à expansão geográfica do Iraque", disse Baqeri a jornalistas na segunda-feira.

Apontando aos resultados de sua recente visita à Turquia, disse que as autoridades militares iranianas e turcas chegaram a bons acordos sobre aumentar a segurança ao longo de sua fronteira comum.

O chefe militar iraniano acrescentou que os dois países também realizaram discussões "úteis e completas" sobre a segurança regional, particularmente na Síria e no Iraque, e o papel do Irã e da Turquia no estabelecimento da paz e da segurança nos dois países devastados pela guerra.

Baqeri disse que Teerã e Ancara tinham uma posição comum sobrea a geografia política dos países regionais, incluindo o Iraque, enfatizando em evitar mudanças e que qualquer conversa sobre as diferenças existentes sobre a independência do Curdistão e o papel do governo central em Bagdá deve ser realizado com base na Constituição do Iraque.

O presidente do governo regional semi-autônomo do Curdistão do Iraque, Masoud Barzani, anunciou no Twitter em junho que o território do norte realizaria um referendo de independência em 25 de setembro, não apenas nas três províncias que compõem a região curda, mas também nas áreas que tem sido uma disputa entre a região iraquiana do Curdistão e o governo central em Bagdá.

O governo iraquiano rejeitou o referendo planejado como "unilateral" e inconstitucional. Turquia, Irã e Síria, que junto com o Iraque têm grandes comunidades curdas, também se opõem a um Curdistão independente.

O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas iranianas fez uma visita de três dias à Turquia na semana passada à frente de uma delegação politico-militar de alto escalão. Ele se encontrou com as principais autoridades do país, incluindo o presidente Recep Tayyip Erdogan, seu homólogo turco, o general Hulusi Akar e o ministro da Defesa, Nurettin Canikli.

Mohammad Baqeri encontra-se com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan em Ancara, 16 de agosto de 2017.

Foi à primeira visita de um chefe de gabinete iraniano das Forças Armadas ao turco depois a vitória da Revolução Islâmica em 1979.

"Está sempre na agenda para realizar uma operação conjunta com o Irã contra as organizações terroristas que representam uma ameaça", disse Erdogan a jornalistas em Istambul antes de uma visita à Jordânia.

A Turquia tem lutado contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) que o Irã também está lutando contra a PJAK, uma ramificação do PKK, na região fronteiriça do noroeste com a Turquia.

As forças iranianas mataram cinco terroristas PJAK em uma emboscada em junho passado. O PJAK realiza aleatoriamente ataques atingidos contra alvos iranianos, após que eles retiram para suas guaridas no Iraque e na Turquia.