O Irã envia 40 toneladas de ajuda aos muçulmanos Rohingya
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O Irã enviou sua primeira remessa de suprimentos humanitários para os muçulmanos Rohingya, que fugiram das suas casas por repressão estatal do governo de Myanmar e buscaram refúgio no país vizinho Bangladesh.
(last modified 2018-08-22T11:02:45+00:00 )
Set. 15, 2017 03:23 UTC
  • O Irã envia 40 toneladas de ajuda aos muçulmanos Rohingya

O Irã enviou sua primeira remessa de suprimentos humanitários para os muçulmanos Rohingya, que fugiram das suas casas por repressão estatal do governo de Myanmar e buscaram refúgio no país vizinho Bangladesh.

A remessa de cerca de 40 toneladas inclui produtos alimentares e medicamentos. Foi carregado em um avião de carga pela Sociedade do Crescente Vermelho do Irã enviado para Bangladesh na manhã de sexta-feira.

Morteza Salimi, chefe das operações de socorro e salvamento do órgão de socorro iraniano, disse que Myanmar não ofereceria a cooperação necessária para receber e distribuir os bens. A ajuda, acrescentou, seria entregue aos refugiados rohingya, que foram colocados em abrigos de emergência em Bangladesh, com a ajuda da Embaixada do Irã e da Sociedade do Crescente Vermelho de Bangladesh.

Ele salientou que a República Islâmica enviaria, ainda mais de 150 toneladas de ajuda aos muçulmanos rohingya atingidos pela violência e disse que a Sociedade estava preparada para montar até 400 carteiras de ajuda destinadas aos refugiados Rohingya.

Os caminhões que transportam ajuda humanitária iraniana destinada a muçulmanos Rohingya refugiados em Bangladesh são vistos na capital iraniana, Teerã, em 15 de setembro de 2017. (Foto por IRNA)

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ONU pede aos países ajudar os Rohingyas

Na quinta-feira, as Nações Unidas apelaram ao envio de ajudas a cerca de 400 mil muçulmanos de Mianmar, que fugiram para Bangladesh desde o final de agosto, em um deslocamento forçado e limpeza étnica como descreveu Antônio Guterres, o Secretário Geral da ONU. "Instamos a comunidade internacional a intensificar o apoio humanitário e a ajudar", disse Mohammed Abdiker, diretor de operações e emergências da Organização Internacional das Nações Unidas para as Migrações, em entrevista coletiva na capital do Bangladesh, Dhaka.

O número de refugiados "pode ​​ascender a 600 ou 700 mil, mesmo a um milhão se a situação em Mianmar não melhorar", acrescentou. O governo de Myanmar enquadra mais de um milhão de muçulmanos Rohingya no país como "imigrantes ilegais" do Bangladesh, lançando uma repressão brutal sobre eles.

Sabendo que os Rohingyas, no entanto, tiveram raízes no país há séculos. Eles são considerados pela ONU como o "grupo minoritário mais perseguido do mundo". Desde 25 de agosto, os militares de Mianmar aumentaram significativamente a sua repressão contra a comunidade Rohingyas, principalmente os que se localizam no oeste do estado de Rakhine, após uma série de ataques aos postos de controle do exército e da polícia.

Enquanto isso, a Amnistia Internacional e funcionários da fronteira em Bangladesh dizem que o exército de Myanmar plantou minas terrestres no caminho dos muçulmanos que fogem, com intenção de aniquilá-los.

A Amnistia Internacional diz que possui imagens de satélite e imagens de primeira mão que demonstram a "limpeza étnica" de Rohingyas em Myanmar. O governo, que sofreu uma intensa pressão internacional sobre a sua brutal repressão, afirma que 432 pessoas foram mortas na ofensiva militar, mas a ONU e os grupos de direitos humanos deram números muito maiores. Três dias após o início da violência, o Conselho Europeu de Rohingya disse que entre 2.000 e 3.000 muçulmanos foram mortos no estado de Rakhine. A ONU também disse na semana passada que 1.000 pessoas podem ter morrido.