líder iraniano: EUA procuram recuperar a sua hegemonia no Irã
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Líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, num pronunciamento no santuário de Imam Reza (S.A), na cidade de Mashhad, no nordeste do Irã, salientou que o governo dos EUA procura recuperar a sua hegemonia sobre o Irã.
(last modified 2018-08-22T11:00:24+00:00 )
Mar. 20, 2016 16:42 UTC
  • Ocidente tem procurado insinuar que os iranianos só tinham duas opções, ou chegar a um acordo com os EUA ou sofrer das dificuldades financeiras.
    Ocidente tem procurado insinuar que os iranianos só tinham duas opções, ou chegar a um acordo com os EUA ou sofrer das dificuldades financeiras.

Líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, num pronunciamento no santuário de Imam Reza (S.A), na cidade de Mashhad, no nordeste do Irã, salientou que o governo dos EUA procura recuperar a sua hegemonia sobre o Irã.

"Eles (os norte-americanos) estão se movendo nesta direção, a fim de poder restaurar a sua hegemonia", diz o Khamenei, em um discurso neste domingo num encontro com uma grande multidão de peregrinos no santuário de Imam Reza (que a paz esteja com ele), na cidade de Mashhad. O líder acrescentou que a vitória da Revolução Islâmica do Irã em 1979, libertou a nação iraniana das garras, profundamente enraizadas, de Washington e mostrou que os iranianos poderiam lidar com EUA.

A revolução devolveu ao país as suas legítimas soberanias, acrescenta. O líder reiterou que a nação iraniana não tem problemas com o povo americano, mas o governo dos EUA é o inimigo do seu país. Antes da revolução, acrescentou, Washington saqueava as riquezas do Irã e o regime Pahlavi permitia que o Irã se tornasse a principal base dos Estados Unidos e o Reino Unido na região.

Referindo-se à escolha do tema econômico para o Ano Novo de 1395, "Economia de Resistência; Ação e Implementação”, afirmou que o Ocidente tem procurado insinuar ao mundo que os iranianos só tinham duas opções, ou chegar a um acordo com os EUA ou sofrer das dificuldades financeiras.

Aiatolá Khamenei, alertou que o Ocidente pretendia doutrinar aos iranianos e propagar a ideia de que eles devem submeter às exigências dos EUA ou sofrer as consequências.

O Ocidente continua exigindo dos iranianos a abandonar as suas reivindicações de princípios, como a questão palestina, seguindo o que o Washington pretende ditar.

"No acordo nuclear (...) os americanos não respeitaram seus compromissos, não fizeram o que tinham que fazer", declarou o guia no longo discurso em Mashhad (nordeste), durante a celebração do novo ano persa. "Suspenderam as sanções em teoria, mas indiretamente impedem que a República Islâmica consiga seus objetivos", acrescentou. "Dizem que suspenderam as sanções (...), mas agem de um jeito que os efeitos do fim das sanções não se notam", insistiu.

Ele, então, avisou que se não resistirmos, o Ocidente gradualmente expandirá as suas demandas até mesmo questionar os princípios da República Islâmica. Referindo-se ao acordo nuclear alcançado entre o Irã e o Grupo 5 + 1, conhecido como o Plano Integrado de Ação Conjunta (JCPOA), o aiatolá Khamenei observou que a parte ocidental, sob vários pretextos e enganos, não está cumprindo plenamente os seus compromissos, incluindo o levantamento de todos os obstáculos bancários ou descongelar ativos iranianos no exterior.

O Líder avalia que os países europeus ainda estão reticentes em fazer negócios com o Irã por “medo” dos Estados Unidos. Ele ressaltou que a maioria das transações bancárias permanece problemática com “os países ocidentais que estão sob a influência americana”, em especial a repatriação dos recursos iranianos que estavam congelados no exterior e foram liberados depois do acordo.

Em seguida, o líder iraniano tem destacado que não existia nenhuma garantia de que o sucessor do presidente dos EUA, Barack Obama, "cumprisse estes requisitos". "O Tesouro dos EUA. age de tal maneira que grandes corporações, grandes instituições e grandes bancos não ousam vir e fazer negócios com o Irã", disse o aiatolá Ali Khamenei no seu um discurso televisionado que marcou o ano novo iraniano.

"Os candidatos à presidência norte-americana têm competido para vilificar o Irã em seus discursos, e isso é um sinal de hostilidade", acrescentou. 

 O líder também tem apelado para um aumento do nível de produtividade no Irã, em particular no sector da energia, a fim de economizar bilhões de dólares.