Rohani: aceitem ou não, Irã apoiará o Iêmen, Síria e Palestina
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O presidente do Irã, Hassan Rouhani, desafia os Estados arrogantes e afirma que o país persa seguirá apoiando os povos de Iêmen, Síria e Palestina.
(last modified 2018-08-22T11:02:47+00:00 )
Set. 22, 2017 06:42 UTC
  • Rohani: aceitem ou não, Irã apoiará o Iêmen,  Síria e Palestina

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, desafia os Estados arrogantes e afirma que o país persa seguirá apoiando os povos de Iêmen, Síria e Palestina.

As afirmações do mandatário faze parte de seu discurso pronunciado durante o desfile militar, em comemoração do trigésimo sétimo aniversário da Semana da Defesa Sagrada no Irã, que se inicia hoje sexta-feira em Teerã (capital).

“aceitem ou não, o Irã defenderá  os povos oprimidos do Iêmen, Síria e Palestina”, disse.

Rohani  enfatizou que o Irã sempre está a procura de paz e  segurança tanto no Oriente Médio assim como no mundo inteiro e em defesa das nações oprimidas do mundo.

Durante o desfile militar, em Teerã (capital), em comemoração do trigésimo sétimo aniversário da Semana da Defesa Sagrada no Irã, que se inicia hoje sexta-feira, o mandatário iraniano disse  que a defesa sagrada do Irã é contra inimigos e está cheio de orgulho e honra.

Rouhani acrescentou que o Irã nunca se preparou para agredir a nenhum país e a única guerra que foi uma honra para nós e não daremos nem um centímetro de nossa terra aos inimigos foi a mesma defesa sagrada.

O presidente iraniano afirmou que no mundo de hoje se uma nação quisesse construir armas para se defender, seria acusado por parte dos poderes hegemónicos e propagandas negativas, enquanto nossa arma sempre se utiliza para defender “nosso país e as nações da região em frente às invasões das grandes potências e terrorismo”.

O chefe de Governo iraniano tem criticado as ações hostis dos EUA e seus aliados no Afeganistão, Iraque,  Líbano e Palestina e tem recordado que a República Islâmica do Irã foi o único país que ofereceu ajuda às nações destes países.

Ademais  disse que, na 72ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas (AGNU) só os Estados Unidos e o regime de Israel têm mostrado uma postura diferente à todos os países de mundo.

“Todo mundo defendeu o acordo nuclear selado com o Irã e aplaudiu o caminho eleito para pôr fim a um problema regional e internacional. Só Washington e o regime usurpador de Tel Aviv se preocuparam pela restauração da segurança na zona”,  explicou Rouhani.

Em referência aos oito anos de guerra imposta do Iraque contra o Irã, o chefe  Executivo iraniano  considerou que a cultura de resistência tem sido um fator  da vitória do país persa e  enfatizando que a defesa sagrada do Irã contra os inimigos está cheia de episódios de orgulho e honra.

Rohani  mencionou os conflitos bélicos nos que foi envolvido o país persa antes da vitória da Revolução Islâmica, entre eles, as guerras com o império otomano  na I e II Guerra Mundial, e  disseram que oito anos de guerra imposta pelo Iraque tem sido o único confronto do que tem saído vitorioso o povo iraniano, graças à liderança do fundador da Revolução, o Imam khoomeini (que descanse em paz) e o sacrifício do povo e as forças armadas do país.

No dia 22 de setembro é o aniversário do início da guerra imposta pelo antigo regime baasista do Iraque contra o Irã (1980-1988) e a cada ano celebram-se durante esta semana diferentes programas comemorativos.

Dois anos após a vitória da Revolução Islâmica do Irã (11 de fevereiro de 1979), o regime do ditador iraquiano Saddam Hussein começou em (22 de setembro de 1980) uma guerra contra o país persa.

Com o apoio multilateral das potências hegemônicas do mundo, o então regime do Iraque invadiu o território iraniano com o objetivo de derrotar à recém nascida República Islâmica.

Nesta guerra, que durou oito anos, o regime de Saddam Hussein utilizou de maneiras sistemáticas armas de destruição em massa (armas químicas como gás mostaza) contra as tropas e civis iranianos.