“Irã responderá a Trump desenvolvendo o seu poder defensivo”
Face às políticas hostis dos Estados Unidos, as Forças Armadas do Irã asseguram que iriam reforçar decididamente a sua capacidade defensiva.
“Dizemos ao Governo corrupto e malvado dos Estados Unidos que as Forças Armadas do Irã seguirão mais decididas que nunca o seu interminável desenvolvimento do poderio defensivo, visando enfrentar o regime norte-americano”, ressaltou o substituto-chefe das Forças Armadas iranianas, o general Seyed Masoud Jazayeri.
Ele advertiu ainda que não hesitaria “nem um minuto” de defender os povos oprimidos da região e do mundo, inclusive os que estão no território dos Estados Unidos.
Assim mesmo, referiu-se às recentes sanções do Governo dos EUA contra o Corpo de Guarda da Revolução Islâmica (CGRI) e tem avisado de que a Administração de Donald Trump teria observado as consequências de suas ações em seu momento oportuno.
Por sua vez, o chefe da força Al-Quds —força-as elites do CGRI— o general de brigada Esmail Qaani, tem advertido esta mesma jornada que qualquer ação militar dos EUA contra o Irã será “lamentada”.
“Não somos um país belicista. Mas, qualquer ação militar contra Irã terá consequências lamentáveis (...). As ameaças de Trump contra o Irã prejudicará os Estados Unidos. (...) e sabemos como combater os Estados Unidos”, tem declarado o general iraniano.
Estas declarações se produz na mesma jornada em que o inquilino da Casa Branca (Trump) tenha recusado certificar a atuação do Irã no âmbito do pacto nuclear entre Teerã e o Grupo 5+1, conhecido como o Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA, por suas siglas em inglês), e tem ameaçado enfrentar o “programa de mísseis balísticos iraniano, e sancionar ainda mais o CGRI”.
É de mencionar que o Departamento do Tesoro dos EUA tem incluído o nome do CGRI na sua lista negra de grupos terroristas por seu programa de mísseis e seu apoio aos Movimentos de Resistência islâmica de Palestina (HAMAS) e do Líbano (Hezbolá), qualificados de terroristas por os EUA.
Estes fatos têm lugar, enquanto as autoridades iranianas tinham advertido de que considerar o CGRI como organização terrorista seria “uma declaração de guerra” e que como represália o Irã também declararia terrorista o Exército norte-americano.