“EUA, por seus constantes fracassos, procuram debilitar o pacto nuclear”
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O orador de orações das sexta-feira de Teerã adverte o interesse político que está trás da retórica do presidente de EUA sobre o acordo nuclear de Irã.
(last modified 2018-08-22T11:02:55+00:00 )
Out. 20, 2017 15:26 UTC
  • “EUA, por seus constantes fracassos, procuram debilitar o pacto nuclear”

O orador de orações das sexta-feira de Teerã adverte o interesse político que está trás da retórica do presidente de EUA sobre o acordo nuclear de Irã.

O hojatolislam Kazem Sediqi, em sua sermão desta semana, tem enfatizado que o Governo estadounidense não é fiável e tem alertado as autoridades iranianas de que Washington procura arruinar a indústria de mísseis iranianos.

Em alusão à “retorica” do presidente estadounidense, Donald Trump, e sua decisão de não certificar o acordo firmado em 2015 entre Teerã e o Grupo 5+1 (EUA, o Reino Unido, França, Rússia e China, mais Alemanha), tem assinalado que a hostilidade dos EUA ao Irã se remonta aos primeiros dias da vitória da Revolução Islâmica, momento que o Irã não contava nem com indústria nuclear nem com setor de misseis.

“EUA, como está indignado por seus insucessos de seus complôs em Médio Oriente, está  recorrendo agora a esta postura”, recalcou.

Ao referir às sanções impostas pela Casa Branca contra o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), o clérigo tem sublinhado que esta força militar elite tem sido pioneira na luta contra o grupo terrorista Daesh.

Em outra parte de seu discurso, denunciou a situação catastrófica em Myanmar  e no Iêmen. "Nestes territórios está a ponto de surgir uma catástrofe humanitária. A Organização das Nações Unidas (ONU) tem uma “falsa postura" de defensor dos direitos dos povos oprimidos, criticou o Sedighi.

Deste modo, criticou também  a agressão saudí a Iêmen e salientou  que 30.000 de muçulmanos iêmenitas sofrem pelos ataques aéreos da denominada coalizão liderada por Arábia Saudita enquanto a comunidade internacional segue observando em pleno silêncio.

O regime de Riad e seus aliados são acusados de atacar  alvos civis sistematicamente no Iêmen, como escolas e hospitais, mas sem fazer caso às denúncias, continuam lançando indiscriminadamente bombardeios. 

Estes ataques, desde março de 2015, têm deixado ao menos 5159 civis morridos, segundo o recente relatório do Escritório do Alto Comisionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OACDH).