O Irã é o "centro de estabilidade no Oriente Médio"
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O primeiro vice-presidente do Irã, Eshaq jahanguiri, chamou o Irã do "centro de gravidade de todo o Médio Oriente em estabilidade.
(last modified 2018-08-22T11:03:05+00:00 )
Nov. 25, 2017 02:40 UTC
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O primeiro vice-presidente do Irã, Eshaq jahanguiri, chamou o Irã do "centro de gravidade de todo o Médio Oriente em estabilidade.

"Apesar dos esforços de certos governos para gerar tensão e crise na região do Oriente Médio, o Irã continua  sendo o centro de gravidade da estabilidade no Oriente Médio e usa todas as suas capacidades e meios para estabelecer segurança e paz", afirmou Jahanguiri.

Esta consideração foi levantada pelo segundo executivo iraniano em um discurso pronunciado na IV Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Exportadores de Gás (FPEG ou GECF, por suas siglas em inglês), realizada na cidade boliviana de Santa Cruz, a que Jahanguiri chegou na quinta-feira.

A cimeira contou com a presença dos presidentes da Bolívia e Venezuela, Evo Morales e Nicolás Maduro, respectivamente, com quem a autoridade iraniana encontrou separadamente.

Por outro lado, Jahanguiri indicou que, apesar das injustas sanções dos EUA, contra Irã, o país conseguiu aumentar a produção de gás natural e, assim, o consumo interno aumentou 70%. Além disso, o vice-presidente iraniano convidou investidores de empresas internacionais a desenvolver as novas reservas de gás do Irã.

Encerrado nesta sexta-feira (24) na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, o Fórum dos Países Exportadores de Gás (FPEG) defendeu uma "abordagem mais justa" na fixação de preços para o gás natural.

A "Declaração de Santa Cruz de la Sierra" pediu para considerar um "preço justo para o gás natural, levando em conta suas vantagens em termos de eficiência energética e prêmios ambientais".

O preço do gás é vinculado ao do petróleo e de seus derivados.

O presidente boliviano, Evo Morales, defendeu "combater quem quer se apropriar dos nossos recursos por meio da manipulação abusiva de preços".

Segundo Morales, essa circunstância "é uma ferramenta de desestabilização dos nossos Estados e de seus governos democraticamente eleitos".

O Fórum se propôs a "promover o uso de gás natural em suas diferentes formas e setores, inclusive a produção de energia, transporte e indústria para o benefício mundial".

A reunião internacional também foi acompanhada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e pelo da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, cujo país será sede do próximo FPEG, em 2019.

Segundo o governo boliviano, participaram do Fórum países que possuem entre 60% e 70% das reservas mundiais de gás natural.

Participaram representantes de Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria, Bolívia, Venezuela, Rússia, Irã, Qatar e Trinidade e Tobago. Como observadores, foram Holanda, Iraque, Omã, Peru, Noruega, Cazaquistão e Azerbaijão.

Ainda integraram o encontro executivos da russa Gazprom, da espanhola Repsol, da francesa Total, da britânica Shell e da argentina YPF.