Irã dará seguimento legal a acusações infundadas dos EUA
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O ministro da Defesa do Irã, Amir Hatami, repudia alegações sobre a origem iraniana dos mísseis que o Iêmen usa para repelir ofensivas sauditas.
(last modified 2018-08-22T11:03:12+00:00 )
Dez. 20, 2017 09:34 UTC
  • Irã dará seguimento legal a acusações infundadas dos EUA

O ministro da Defesa do Irã, Amir Hatami, repudia alegações sobre a origem iraniana dos mísseis que o Iêmen usa para repelir ofensivas sauditas.

O comando superior militar iraniano descartou como “infundado e insustentais" as acusações da embaixadora dos EUA nas Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, contra o Irã sobre a origem do míssil que os combatentes iemenitas usaram em seu último  ataque contra Riad (capital saudita), em resposta às  agressões sauditas contra a população civil iemenita.

"Tais alegações infundadas são um sinal da derrota das políticas dos EUA, tanto no Oriente Médio como no mundo, e parecem ser uma manifestação ridícula e insignificante”, disse ele em uma cúpula dos comandantes do exército do país, realizada na capital de Teerã.

Ele também informou que a República Islâmica do Irã dará o acompanhamento legal necessário para este caso. Hatami enfatizou na segunda-feira que Teerã  apresentará uma queixa à ONU, que inclui uma petição formal pedindo "esclarecimento" das  acusações que nunca foram comprovadas.

O ministro iraniano da Defesa destacou a influência que o seu país tem na região e suas capacidades defensivas e de segurança em uma situação em que a hostilidade dos inimigos não só foi reduzida, mas tem aumentado, pior ainda. Mais “o inimigo fará suas ameaças quando as veem capazes de se colocar na prática”.

“Hoje, em seus estudos, eles chegaram a esta conclusão de que não podem fazer uma ameaça real contra o Irã, então procuram reduzir a influência regional do Irã e sua capacidade dissuasiva”, afirmou.

A embaixadora dos EUA na ONU acusou o Irã na quinta-feira passada de ter entregado mísseis aos combatentes do movimento popular iemenita Ansarrollah, para ser usado pelo movimento em um ataque de retaliação contra a Arábia Saudita em 4 de novembro. Haley disse que há evidências "inequívocas" de que o Irã está "fornecendo armas ilegalmente" aos combatentes no Iêmen, fato que contradiz o  relatório do comitê de especialistas da ONU, que afirma que "não havia evidências conclusivas sobre a origem desses mísseis”.